Banca & Finanças Isabel dos Santos aceita solução do BPI e passa a controlar BFA

Isabel dos Santos aceita solução do BPI e passa a controlar BFA

A solução proposta pelo BPI para resolver a sobreexposição ao mercado angolano vai avançar, tal como já se esperava. Isabel dos Santos passa a mandar no BFA.
Isabel dos Santos aceita solução do BPI e passa a controlar BFA
Reuters

O Banco BPI anunciou esta sexta-feira em comunicado à CMVM que a Unitel, de Isabel dos Santos, aceitou a proposta efectuada pelo banco português para solucionar o problema da elevada exposição do BPI a Angola.


Desta forma, a empresária angolana vai passar a controlar a maioria do capital do Banco Fomento de Angola (BFA), 51%, pagando em troca 28 milhões de euros. O acordo precisa ainda de ser validado pelos reguladores português e angolano, prevendo-se que a transacção fique concluída até final do ano.

Quanto à continuidade de Isabel dos Santos no BPI, onde detém uma participação de 18,5%, trata-se de um matéria que ainda não está decidida, segundo apurou o Negócios junto de fonte ligada ao processo.

A mesma fonte adiantou que o acordo agora alcançado "é bom para todas as partes". "Bom para o BFA porque mantém a estabilidade da instituição, bom para o BPI porque resolve as exigências impostas pelo Banco Central Europeu e bom para a Unitel (operadora de telecomunicações angolana) porque passa a controlar um dos bancos mais rentáveis de África".
 

Recorde-se que o BPI propôs, a 20 de Setembro, ceder o controlo do BFA a Isabel dos Santos, em troca da desblindagem dos estatutos. Esta premissa foi concretizada e agora foi dado mais um passo.

 

E esta era uma decisão que já se esperava. No passado dia 21 de Setembro, uma fonte da Unitel próxima do processo disse ao Negócios que a empresa estava "inclinada a aceitar a proposta do BPI". "Existe uma possibilidade muito elevada de a proposta ser aceite", afirmou. 

 

Em concreto, o conselho de administração do BPI propôs vender à Unitel 2% do capital do Banco Fomento de Angola, conferindo à companhia angolana o controlo da maioria do capital desta instituição financeira. Em troca desta proposta de perda de controlo do BFA, o BPI receberia 28 milhões de euros e a garantia de que a Santoro, também de Isabel dos Santos, votaria a favor da desblindagem de estatutos do banco português – o que aconteceu.

Agora faltam mais alguns passos. Além de a Unitel aceitar a proposta do BPI e de ter sido avançada a desblindagem de estatutos do banco português, falta repatriar para Lisboa os 66 milhões de euros de dividendos do BFA relativos a 2014 e 2015, bem como a Unitel pagar os últimos 30 milhões de dólares (26,8 milhões de euros) relativos à compra da instituição angolana, nos termos acordados em Dezembro de 2008. Estas duas condições têm de ser cumpridas até 9 de Dezembro próximo.

 

Por outro lado, a concretização do acordo está ainda dependente da aprovação do negócio em AG do BPI e da autorização das autoridades regulatórias. O Banco Central Europeu tem de aceitar que a transacção resolve o problema angolano do BPI. E o Banco Nacional de Angola tem de dar luz verde à mudança de controlo do BFA.

"O novo acordo parassocial entrará em vigor na data em que se concretize a transmissão para a Unitel da participação de 2% do capital social do BFA objecto da operação acima descrita, sem prejuízo da entrada em vigor imediata de algumas regras em matéria de composição dos órgãos sociais do BFA", refere o comunicado enviado à CMVM.


(notícia actualizada às 21:30 com mais informação) 




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comentários mais recentes
Anónimo 08.10.2016

agora só faltam tomar cota do BPI

Manuel Duarte Oliveira 08.10.2016

A pobreza Agolana tem essa mionaria, agora quer contrelar Bancos para fazer certos Países pobres mais pobres. É assim que eu vejo esta Senhora de Angola

Onix 08.10.2016

Temos muito orgulho em saber que a EngªIsabel dos Santos é do Sporting.

Benvinda à Onda Verde!

Juca 08.10.2016

Ah ganda Isabel! Bem jogado, com boa antecipação! Quer tivesse sido ela que tivesse tomado essa orientação para futuro (aquando da entrada no negócio com BPI) ou porque teve ótimo conselheiro/s, com grande visão.

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