Telecomunicações Itália abre investigação criminal à BT

Itália abre investigação criminal à BT

O Ministério Público de Itália decidiu abrir uma investigação criminal à unidade italiana da BT, depois das irregularidades contabilísticas identificadas.
Itália abre investigação criminal à BT
Bloomberg
Sara Antunes 25 de janeiro de 2017 às 13:13

O procurador-geral de Milão, Fabio de Pasquale, anunciou a abertura de uma investigação criminal à unidade italiana da BT, revelando que a investigação está focada nas suspeitas de "contabilidade falsa e manipulada", escusando-se a adiantar mais informação, de acordo com o Financial Times.

 

O jornal adianta que Fabio de Pasquale é um dos procuradores com mais destaque em Itália, tendo liderado processos de corrupção pública nos anos 90, contra Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro, e contra a petrolífera italiana Eni sobre alegada corrupção na Nigéria.

 

O Financial Times acrescenta que não se sabe se a investigação está a ser realizada sobre pessoas específicas, a empresa ou outras entidades, sendo que, realça o mesmo jornal, a abertura de processos de investigação criminal é muito comum em Itália não sendo certo que leve a qualquer acusação.

 

"Estamos muito desapontados com as práticas impróprias que descobrimos na unidade italiana", afirmou o presidente executivo, Gavin Patterson, na terça-feira através de um comunicado, citado pela imprensa internacional.

 

Os problemas nas contas da unidade italiana foram identificados em Outubro, mas o valor de perdas foi agora actualizado, tendo o grupo triplicado o montante. O grupo teve de triplicar o valor de provisões inicialmente estipulado em 145 milhões de libras. A revisão das contas vai também ditar uma queda das receitas do terceiro trimestre, bem como do EBITDA em 120 milhões de libras, revelou a operadora de telecomunicações.

 

"Levámos a cabo investigações extensivas naquela unidade e estamos comprometidos em assegurar as melhores práticas em todo o grupo BT para benefícios dos clientes, accionistas, funcionários e todos os outros parceiros", acrescentou Gavin Patterson no mesmo comunicado.

 

O grupo reviu também em baixa as suas estimativas para o conjunto de 2017, prevendo que as receitas ajustadas estabilizem, em vez de crescerem tal como tinha sido previsto em Outubro. A empresa reduziu também os objectivos para o EBITDA.

 

A contribuir para a revisão esteve a deterioração das perspectivas "para o sector público do Reino Unido" bem como para os mercados internacionais.

Estas notícias levaram as acções a afundarem 20% na sessão de ontem. Hoje sobem 1,63% para 307,95 pence.


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