Banca & Finanças Itália negoceia resgate do Monte dei Paschi com Bruxelas

Itália negoceia resgate do Monte dei Paschi com Bruxelas

O terceiro maior banco italiano precisa de se recapitalizar em cinco mil milhões de euros até ao final do ano. O Governo italiano já apresentou um plano de resgate do banco, que poderá ser accionado no início da próxima semana, depois do referendo.
Itália negoceia resgate do Monte dei Paschi com Bruxelas
Bloomberg
Sara Antunes 02 de Dezembro de 2016 às 10:12

Itália está a negociar com a Comissão Europeia os termos de um resgate ao Monte dei Paschi, noticiou esta sexta-feira, 2 de Dezembro, o Corriere della Sera, citado pela Reuters.

 

O plano de resgate já terá sido apresentado e, caso seja necessário, poderá ser accionado na próxima semana, avança o mesmo jornal.

 

O Corriere della Sera revela que a Comissão estará disponível a limitar as perdas para os accionistas e para os detentores de obrigações subordinadas.

 

As acções do Monte dei Paschi estão a descer 1,07% para 20,39 euros, acumulando uma queda de 83,48% desde o início do ano.

 

O banco italiano, o único que chumbou nos testes de stress cujos resultados foram conhecidos este Verão, tem de se recapitalizar em cinco mil milhões de euros para cumprir os rácios exigidos pelo Banco Central Europeu.

 

A instituição financeira prevê levantar cerca de mil milhões de euros junto dos actuais obrigacionistas através de um acordo para trocar dívida por capital. O valor é parte dos 5.000 milhões de euros que a instituição tem de encaixar para garantir a sua sobrevivência. De acordo com o plano de recapitalização, dado a conhecer no dia 15 de Novembro, e citado pela Reuters, o Monte dei Paschi oferece em média um prémio de entre 23% e 37% sobre preços de mercado. Os analistas do BNP Paribas vêem o valor de mil milhões como "realista", acreditando que o valor arrecadado, previsivelmente no próximo mês, pode chegar a 1.500 milhões.

 

Este fim-de-semana promete ser intenso, devido ao referendo agendado para este domingo, 4 de Dezembro, e que propõe reformar o sistema político, acabando com o actual bicameralismo perfeito. O objectivo passa por reduzir o leque de poderes da câmara alta (Senado) do Parlamento, passando os senadores a ser uma espécie de representantes regionais.

 

A permanência de Matteo Renzi à frente do Governo estará dependente do resultado do referendo. O primeiro-ministro já fez saber (ainda que tenha recuado entretanto) que se o "não" vencer abandonará o Executivo.

 

Na quarta-feira, 30 de Novembro, foi também noticiado que se o "sim" vencer, Renzi poderá optar por, mais tarde, fazer cair o Governo, à procura de uma revalidação do mandato com uma maioria mais ampla. Uma notícia que entretanto foi desmentida pelo gabinete do primeiro-ministro.




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