Media Jerónimo de Sousa pede a Governo para impedir compra da Media Capital

Jerónimo de Sousa pede a Governo para impedir compra da Media Capital

O secretário-geral do PCP apelou este domingo ao Governo para que utilize "todos os meios disponíveis para impedir" os negócios que a Altice está a desenvolver em Portugal, por considerar que "põem em causa o interesse nacional".
Jerónimo de Sousa pede a Governo para impedir compra da Media Capital
Lusa 16 de julho de 2017 às 16:39
"É o interesse nacional que está em jogo. Não há como ficar em cima do muro. Ou se age para impedir a alienação de um sector estratégico ou se é conivente com esse objectivo. Não há refúgio, nem desculpas das leis de mercado ou quaisquer outras que sirvam para não agir utilizando todos os mecanismos existentes ou criando os necessários", afirmou Jerónimo de Sousa.

O líder comunista, que discursava durante um almoço convívio de apresentação dos candidatos da CDU do distrito de Viana do Castelo, disse "não aceitar que "o país fique de mãos atadas ou condenado à chantagem da Altice", que se "prepara para mandar para o desemprego cerca de 3.000 trabalhadores e pôr em causa direitos de pré-reformados e reformados".

"O Governo deve utilizar todos os meios disponíveis para confrontar a Altice com as obrigações de serviço público que tem no país e que são incompatíveis com a política de destruição da empresa PT que está em curso", referiu o dirigente comunista, que classificou o negócio como "escândalo" e "apenas a margem do pântano para onde a política de direita e de recuperação capitalista empurrou o país".

"A situação que está colocada ao país, aos interesses estratégicos e aos milhares de trabalhadores e reformados da PT é o resultado da privatização daquela que já foi a maior empresa nacional da responsabilidade de sucessivos Governos do PS, PSD e CDS-PP que culminou em 2011", disse.

Para Jerónimo de Sousa, "a concretizar-se, a anunciada compra pela Altice do grupo Media Capital, onde se inclui a TVI, e a intenção de criação de um banco dá expressão na progressiva concentração e domínio monopolista da economia portuguesa e de reforço de controlo dos grandes meios de comunicação social".

"A compra do grupo Media Capital, com um canal de TV, de larga audiência, da Plural, uma importante produtora de conteúdos, assume particular gravidade. A PT/Altice, que já dispõe do controlo da rede de transporte digital terrestre, do SIRESP, que já domina a maior operadora de cabo, a Meo, assumiria toda a dominação da produção, emissão e distribuição numa concentração sem precedentes, no sector da televisão", concluiu.

A Altice, grupo que comprou há dois anos a PT Portugal, anunciou na sexta-feira que chegou a acordo com a espanhola Prisa para a compra da Media Capital, dona da TVI, entre outros meios, numa operação que a empresa espanhola avalia em 440 milhões de euros.

A ERC tem de se pronunciar sobre a operação quando for contactada pela Autoridade da Concorrência (AdC), antes desta última dar o seu parecer sobre o negócio. O parecer do regulador dos media é vinculativo.



A sua opinião20
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 16.07.2017

Caro Jornal de Negócios, é um facto que a Altice em Poortugal, tal como outras organizações portuguesas, está de mãos e pernas atadas devido ao governo socialista, à constituição do PREC de 1976 e à legislação laboral. E isso tem feito e continuará a fazer toda a diferença pela negativa. "As empresas de telecomunicações, tal como outras companhias dos sectores tecnológicos, estão a reestruturar-se, eliminando postos de trabalho a favor da automação, e reposicionando-se em novos projectos" Fonte: “Telecommunications providers, like other tech companies, are undergoing restructuring, losing jobs to automation, and pivoting to new projects,” (Relatório da Challenger, Gray & Christmas de Março de 2017) https://www.challengergray.com/press/press-releases/2017-march-job-cut-report-cuts-rise-17-percent-telecom-retail

comentários mais recentes
Paulo j 16.07.2017

porque não te calas anormal, chulo,parasita,revolucionário, caduco mais a escumalha que se arrasta contigo Atrasado mental. Cambada de parasitas chulos. Sim Chulos Chulos Chulos da sociedade. Trabalha malandro que foi isso que nunca fizeste na vida CHULO tu e o teu amigo carlos outro CHULO igual a t

Não voto PCP, mas apoio integralmente Jer. Sousa 16.07.2017

Políticas à parte, a posição de Jerónimo de Sousa faz todo o sentido.
Para dar cumprimento à selva que são os mercados e a nova religião que é Santo Ultraliberalismo Todo Poderoso, não vamos deixar que os interesses básicos de todo um país seja pasto de multinacionais, como sucedeu com a EDP.

Tem juizinho 16.07.2017

JUCA, se não fosses parvo, o que é que gostarias de ser ?
Deves pertencer àquele tipo de fauna que, quando abre a boca, sai, de certeza, asneira.

O problema não é os trabalhadores é outro 16.07.2017

Espera aí que agora entra este em cena para fazer o papel do Costa. Estão tramados porque, não há volta a dar e o domínio da esquerda na comunicação está perto do fim, mesmo assim ainda ficam com a TV pública que continua minada.

ver mais comentários
pub