Automóvel Jerónimo de Sousa responsabiliza administração da Autoeuropa pelo diferendo com os trabalhadores

Jerónimo de Sousa responsabiliza administração da Autoeuropa pelo diferendo com os trabalhadores

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, responsabilizou hoje a administração da Autoeuropa pelo diferendo com os trabalhadores sobre os novos horários de trabalho, por ter colocado em causa o direito a dois dias de descanso semanal.
Jerónimo de Sousa responsabiliza administração da Autoeuropa pelo diferendo com os trabalhadores
Bruno Simão
Lusa 14 de dezembro de 2017 às 20:17

"A situação na Autoeuropa resulta do facto de a administração da empresa ter decidido pôr em causa o direito ao descanso semanal de dois dias, de forma unilateral", disse Jerónimo de Sousa, respondendo ao apelo de alguns apoiantes para que clarificasse a posição do partido, durante um encontro com reformados e pensionistas no Seixal.

 

"Os trabalhadores da Autoeuropa e, consequentemente, as suas organizações, desejam e trabalham para que a empresa cresça e se desenvolva no nosso país, mas no quadro do respeito pelos direitos dos trabalhadores. Esta é a posição do Partido Comunista Português", acrescentou.

 

A administração da Autoeuropa anunciou terça-feira a intenção de avançar unilateralmente, em Janeiro, com um novo horário de produção de 17 turnos semanais, face à rejeição de dois pré-acordos negociados previamente com a Comissão de Trabalhadores.

 

Embora se trata de um acordo imposto unilateralmente, a administração da Autoeuropa promete pagar os sábados a 100%, equivalente ao pagamento como trabalho extraordinário, que era umas principais reivindicações dos trabalhadores. Este pagamento dos sábados a 100% poderá ainda ser acrescido de mais 25%, caso sejam cumpridos os objectivos de produção trimestrais.

 

O novo horário de trabalho deverá vigorar até ao mês de Agosto de 2018 e a Autoeuropa promete discutir o período após agosto com a Comissão de Trabalhadores.

 

Os novos horários de laboração contínua prevêem quatro fins-de-semana completos e mais um período de dois dias consecutivos de folga em cada dois meses para cada trabalhador.

 

Na quarta-feira, o CDS-PP acusou o PCP e o BE de instrumentalizarem os sindicatos, mas bloquistas e comunistas responderam de imediato, atribuindo a responsabilidade pelo diferendo com os trabalhadores à administração da Autoeuropa.




A sua opinião9
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
mais votado Anónimo 14.12.2017

Para o PCP é um caso de vida ou morte. Acreditem que o PCP nunca vai assinar nenhum acordo com a administração, seja lá ele qual for. O que o PCP quer é que a AutoEuropa feche, custe lá o que custar. Para o PCP é o próprio partido que está em vias de extinção e o que eles querem é o encerramento para virem fingir o seu desagrado, aos que estão distraídos, pelo fecho. Se não fecharem a Autoeuropa, tal como fizeram com a OPEL e outras empresas em que se enfiaram, não ficam descansados.

comentários mais recentes
Anónimo 14.12.2017

É raro, mas desta vez estou de acordo com o jericónimo. A culpa é da administração por tentar manter a fábrica em Portugal e pagar salários um pouco acima da média. Correram com a Opel, faliram a CUF, Siderurgia, Fundição de Oeiras para não irmos muito longe. Querem mais?

Pedro 14.12.2017

A Autoeuropa não impõe nada aos trabalhadores que seja contra a legislação. A Autoeuropa não é uma empresa ditadora. Se os trabalhadores não querem trabalhar, se querem ganhar mais do que o que têm direito, ou outros motivos, isso já é outra questão.

saraiva14 14.12.2017

Ai, coitadinhos dos trabalhadores! Não podem trabalhar 2 sábados por mês, com 100% de acréscimo e a ter direito à respectiva folga, descanso, num dos dias úteis seguintes! Que grandes hijos de la putana que me saíram! Sempre foram, grandes hijos de la putana!

Tuga alentejano 14.12.2017



A culpa nunca é nossa.

É SEMPRE dos outros.

Cambada de canhotos da treta.

ver mais comentários
pub