Comércio Jerónimo Martins inaugura maior centro logístico do grupo em Valongo após investimento de 75 milhões

Jerónimo Martins inaugura maior centro logístico do grupo em Valongo após investimento de 75 milhões

O centro logístico, localizado no norte do país, ocupa um espaço de 100 mil metros quadrados, conta com 450 colaboradores directos e cerca de 300 indirectos, num total de 750.
Jerónimo Martins inaugura maior centro logístico do grupo em Valongo após investimento de 75 milhões
Bruno Simão
Lusa 27 de setembro de 2017 às 07:49

A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, inaugura hoje o maior centro logístico do grupo em Alfena, Valongo, um investimento de 75 milhões de euros, numa cerimónia que conta com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

 

O centro logístico, localizado no norte do país, ocupa um espaço de 100 mil metros quadrados, conta com 450 colaboradores directos e cerca de 300 indirectos, num total de 750.

 

Este é "o maior e mais moderno" centro logístico do grupo, de acordo com a empresa que detém a rede de supermercados Pingo Doce.

 

A cerimónia de inauguração contará com a presença do primeiro-ministro, numa altura em que o grupo assinala 225 anos.

 

Está também prevista uma acção de protesto e denúncia dos trabalhadores do grupo junto ao centro de logística, de acordo com o CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

 

Em comunicado, o CESP refere que a APED - Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição, da qual a Jerónimo Martins é presidente, e as empresas do sector "insistem na retirada de direitos como condição para aumentar salários e corrigir injustiças".

 

O CESP adianta que a APED "põe como condição para a discussão das restantes matérias a aceitação pelos sindicatos da redução da remuneração do trabalho suplementar e maior desregulação dos horários", apontando que "as empresas apresentam diariamente lucros de milhões, com subidas significativas de vendas", pelo que "os trabalhadores não aceitam que as injustiças sejam corrigidas à custa dos seus salários".

 

Entre outras medidas, o CESP exige aumento de salário para todos os trabalhadores e a correcção da carreira profissional dos operadores de armazém e a sua progressão automática até ao nível de operador especializado, equiparado à carreira profissional dos operadores  de loja.

 

Nos últimos cinco anos, o grupo Jerónimo Martins investiu 1.000 milhões de euros em Portugal.

 




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