Empresas João Vasconcelos: O secretário de Estado que era uma "máquina a trabalhar"

João Vasconcelos: O secretário de Estado que era uma "máquina a trabalhar"

Os carros autónomos e a modernização da indústria e a requalificação profissional dos trabalhadores em Portugal foram dois dos dossiês em que João Vasconcelos se empenhou mais na sua passagem pelo Governo.
João Vasconcelos: O secretário de Estado que era uma "máquina a trabalhar"
Bruno Simão
André Cabrita-Mendes 10 de julho de 2017 às 18:30
Um secretário de Estado que é uma "máquina a trabalhar" e que não tinha problemas em "por as mãos na massa". É desta forma que João Vasconcelos é descrito por André Lourenço, o fundador e organizador do festival de artes digitais Trojan Horse was a Unicorn.

"Ele é trabalhador e também mete os outros a trabalhar", diz ao Negócios André Lourenço, responsável pelo festival que tem lugar anualmente durante o mês de Setembro em Tróia.

"Sabendo que existe um défice de talentos nos políticos portugueses é pena ver sair um dos poucos que tinha a coragem e visão para tentar/conseguir mudar algo em Portugal", escreveu o organizador do THU nas redes sociais esta segunda-feira, 10 de Julho.

As vidas de André Lourenço e de João Vasconcelos cruzaram-se pela primeira vez em Fevereiro de 2016. O organizador do Trojan Horse estava a pensar em levar a quarta edição do festival para outro país devido à falta de apoios oficiais.

Foi então que o organizador do Trojan Horse publicou nas redes sociais uma entrevista dada ao Jornal de Negócios, onde tinha dado conta da saída iminente do país.

Palavra passa palavra, a publicação no Facebook foi lida por João Vasconcelos, que rapidamente lhe enviou uma mensagem na rede social. Iniciados os contactos, passado um mês João Vasconcelos e a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, convenciam André Lourenço a ficar em Portugal, depois de acordados os apoios oficiais.

Uma das visões de João Vasconcelos para Portugal era transformar o país num palco de testes para carros autónomos. Em 2016, João Vasconcelos revelava em entrevista ao Negócios que o Governo estava a preparar um pacote legislativo para permitir a realização de testes a carros autónomas nas estradas portuguesas.

"Queremos criar legislação que permita usar as ruas de Portugal para piloto, para testes de carros" autónomos, adiantava João Vasconcelos no início de Novembro.

Apesar do pacote legislativo ainda não ter avançado, a Bosch Portugal vai começar a realizar testes nas auto-estradas nacionais, em parceria com a Brisa.

Uma das suas bandeiras no Governo foi a iniciativa "Indústria 4.0 - Economia digital". A importância de requalificar a profissionalmente milhares de trabalhadores em Portugal, era considerada muito relevante para a indústria nacional, segundo o ex-secretário de Estado.

Esta iniciativa pretende requalificar e formar em competências digitais mais de 20 mil trabalhadores. Esta iniciativa também conta com apoios financeiros do Portugal 2020, de forma a apoiar mais de 80 empresas.

Ainda recentemente o secretário de Estado visitou as empresas portuguesas no salão aeronáutico internacional de Paris.

No certame, revelou que o Governo ambicionava duplicar o peso do sector nos próximos 10 anos. "Se hoje vale 1% [do PIB], queremos que duplique nos próximos 10 anos", disse João Vasconcelos a 20 de Junho.

O ex-secretário de Estado também esteve envolvido na atracção de novos projectos digitais para Portugal, tal como o primeiro centro mundial de competênciais digitais da Mercedes, onde a marca alemã vai desenvolver para todo o mundo soluções tecnológicas para os seus clientes.

"A Autoeuropa do digital", nas palavras de João Vasconcelos, vai contratar 125 jovens talentos numa primeira fase, até 2018. Depois, o centro pode vir a atingir um total de 300 trabalhadores nas áreas tecnológicas até 2020, prevê a marca.




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comentários mais recentes
pertinaz 12.07.2017

ESTE VASCONCELOS ERA UM CAMPEÃO NAS REDES SOCIAIS...!!!

Joao Jose 11.07.2017

Faz lembrar o Zeinal Bava, os Fake News só lhe cantavam alvissaras, a este só faltam as medalhas, mas ainda vai a tempo...

Camponio da beira 11.07.2017

O reaçmente bons e trabalhadores na politica, /(que são raros) por vezes não estão para se sujeitar a ser enxovalados, quer pelos colegas quer pela justiça por minudencias sem sentido, quando esta deixa em roda livre a maior bandidagem, do país. "policias" e "ladrões" reunirem-se de avental não dá.

Tudo triste 10.07.2017

Por causa de uma infantilidade perde-se gente capaz, tristeza

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