Empresas Jogo online já deu mais de 40 milhões em impostos ao Estado

Jogo online já deu mais de 40 milhões em impostos ao Estado

Em pouco menos de 10 meses, o jogo online já gerou cerca de 40,1 milhões de euros em impostos para o Estado. De Maio de 2016 até 31 de Março passado, registou-se uma receita bruta de 82,8 milhões de euros gerada pelos seis operadores existentes.
Jogo online já deu mais de 40 milhões em impostos ao Estado
Nas apostas desportivas online, área em que foram emitidas duas licenças, o futebol representa 75% do total de apostas em competições desportivas.
Miguel Araújo
Rui Neves 12 de junho de 2017 às 14:25

São os primeiros números sobre o negócio da actividade do jogo online em Portugal: desde 25 de Maio do ano passado, quando foi emitida a primeira licença para a exploração de apostas online, até 31 de Março passado, as seis operadoras licenciadas registaram um valor global de receita bruta (depois de deduzidos os prémios pagos) de 82,8 milhões de euros.

De acordo com o primeiro relatório sobre a matéria divulgado pela "Comissão de Jogos", que é liderada pelo presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, em menos de 10 meses o Imposto Especial de Jogo Online (IEJO) já gerou cerca de 40,1 milhões de euros para os cofres do Estado português.

"Durante o ano de 2016 (Maio a Dezembro) o valor do IEJO ascendeu a 30,9 milhões de euros e no 1º trimestre de 2017 a 9,2 milhões de euros", detalha o documento.

 

O relatório ressalva que as receitas provenientes do imposto cobrado nesta actividade são destinadas, consoante a categoria de jogo ou aposta, a financiar os sectores do desporto e equídeo, assim como o turismo, entre outras entidades, revertendo "ainda para o Estado uma percentagem do imposto cobrado".  

Estes dados correspondem, de forma agregada, à actividade desenvolvida, neste período, pelas duas operadoras licenciadas para a exploração de apostas desportivas à cota, a Betclic e a Bet.pt, enquanto nos jogos de fortuna e azar repetem-se estas duas, a que se juntaram a Pokerstars e a Estoril-Sol.

 

A receita tem evoluído ao ritmo da entrada online de novos operadores, tendo a última licença sido emitida já no início deste ano. No primeiro trimestre de 2017, a receita bruta ultrapassou os 31 milhões de euros, mais 14,7% do que no trimestre anterior.

 

"A eventual e expectável disponibilização para o mercado de mais jogos e apostas, como é o caso do bingo e das apostas hípicas, tipo e categoria para os quais ainda não foi emitida qualquer licença, introduzirá, certamente, novas variáveis de análise que permitirão conhecer com mais detalhe a indústria do jogo online em Portugal", sublinha o relatório do Turismo de Portugal, considerando que "é igualmente expectável que uma maior variedade e diversidade da oferta contribuam para maior interesse por parte dos jogadores".

 

Futebol representa 75% das apostas desportivas online

 

Em pouco mais de nove meses de actividade, as duas entidades licenciadas para explorar apostas desportivas à cota, a Betclic e a Bet.pt, tinham registado uma receita bruta agregada de 57,6 milhões de euros, verificando-se que nos primeiros três meses deste ano facturou menos 3,3% do que no trimestre anterior.

 

O futebol foi a modalidade desportiva que registou maior volume de apostas - cerca de três quartos (74,7%), seguindo-se, a larga distância, o ténis(15,2%) e o basquetebol (7%).

 

As apostas nas competições dos 16 dias dos últimos Jogos Olímpicos, que se realizaram no Rio de Janeiro, valeram apenas 1,2% do total.

 

No seu conjunto, a I Liga portuguesa (9,5%), a La Liga espanhola (6,3%), a Premier League inglesa (6,1%), a Liga dos Campeões da UEFA e o Campeonato Europeu de Futebol de 2016 (5%), representaram quase um terço do total das apostas na modalidade futebol.


Máquinas valem mais de um terço das apostas nos jogos de fortuna ou azar

Já no segmento de jogos de fortuna e azar online, que conta com quatro licenças emitidas, tendo a primeira ocorrido a 25 de Julho de 2016, a receita bruta agregada registada até 31 de Março passado ultrapassou os 25,1 milhões de euros.

 

Avança o primeiro relatório da "Actividade do jogo online em Portugal - O mercado regulado" que os jogos de máquinas são os que registam mais apostas, representando mais de um terço (34%) na categoria de jogos de fortuna ou azar.

 

Valor idêntico foi obtido no póquer, considerando o conjunto das apostas nas variantes de póquer "não bancado" (23,69%) e no póquer em "modo de torneio" (9,03%).

 


(Notícia actualizada às 15:05)




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comentários mais recentes
Conselheiro de Trump 12.06.2017

O jogo e uma especie de SEXO,apenas com uma diferenca:a mulher fodemo-la,e o jogo fode-nos.

António 12.06.2017

Os casinos desgraçaram e desgraçam pessoas, famílias. Agora ainda vai ser pior. Nem precisam de se deslocar a um casino. Há muitos jovens menores a fazerem-se passar pelos pais, a jogarem pelo PC em casa.
O vício é como as drogas.

Mr.Tuga 12.06.2017

... direitinhos para o bolso dos FP....

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