Indústria Johnson & Johnson vai comprar a Actelion por 30 mil milhões de dólares

Johnson & Johnson vai comprar a Actelion por 30 mil milhões de dólares

A gigante norte-americana afastou a Sanofi da corrida, com uma proposta de compra de 280 dólares por acção. A Johnson & Johnson vai pagar um total de 30 mil milhões de dólares pela empresa suíça.
Johnson & Johnson vai comprar a Actelion por 30 mil milhões de dólares
Bloomberg
Rita Faria 26 de janeiro de 2017 às 07:55

A Johnson & Johnson chegou a um acordo para comprar a suíça Actelion por 30 mil milhões de dólares (27,9 mil milhões de euros), depois de ter interrompido as negociações com a farmacêutica, no final do ano passado. Segundo avança a Bloomberg, a maior fabricante mundial de produtos de saúde vai comprar a Actelion e autonomizar a actividade da sua unidade de investigação e desenvolvimento.

A Johnson & Johnson vai iniciar uma oferta pública para comprar as acções da empresa suíça, a 280 dólares cada, um valor 23% acima da cotação de fecho da sessão de quarta-feira.

A unidade de investigação e desenvolvimento dará origem a uma nova empresa cotada em bolsa, onde a Johnson & Johnson terá uma participação de 16%.

Com este negócio, a gigante norte-americana cumpre o seu objectivo de acrescentar uma nova categoria de medicamentos ao seu portefólio, e afasta definitivamente a francesa Sanofi da corrida, que esteve em negociações com a farmacêutica suíça em Dezembro passado.

O acesso aos medicamentos Tracleer, Opsumit e Uptravi, da Actelion, para o tratamento da hipertensão arterial pulmonar tornará a Johnson & Johnson uma empresa líder nesta doença.

Antes de interromper as negociações com a Actelion, a Johnson & Johnson havia feito uma oferta de 260 dólares por acção, avaliando a biofarmacêutica em 28 mil milhões de dólares. Logo depois a Sanofi apresentou uma proposta de 275 dólares por cada título da Actelion, um preço que incluía direitos contingentes para os accionistas da companhia suíça relativos ao desempenho de certos medicamentos. Segundo fontes citadas pela Bloomberg, terá sido essa cláusula a responsável pelo insucesso da oferta.




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