Banca & Finanças KPMG assessora Caixa na venda de 1.800 milhões de malparado

KPMG assessora Caixa na venda de 1.800 milhões de malparado

Segundo o Eco, o banco público está no mercado para vender carteiras de malparado hipotecário, imobiliário e de créditos às empresas, tendo contratado a KPMG para assessorar a operação.
KPMG assessora Caixa na venda de 1.800 milhões de malparado
Miguel Baltazar
Negócios 27 de novembro de 2017 às 07:45
O banco público contratou a KPMG para o auxiliar na venda de carteiras de crédito malparado cujo valor ascende a 1.800 milhões de euros. Segundo o Eco, que avança a notícia, a Caixa Geral de Depósitos fará as operações este ano e no próximo, com o que pretende reduzir os empréstimos em incumprimento que afectam a sua rentabilidade.

A maior parte do crédito problemático - 1.400 milhões de euros - diz respeito a empréstimos às empresas, a que se seguem 200 milhões de euros em crédito hipotecário e montante semelhante em imobiliário. O valor representa 38% dos cerca de 4.700 milhões de euros em incumprimento na instituição.

O valor já terá sido dado como perdido pela CGD, explica o site, pelo que qualquer valor que venha a ser obtido com a alienação destas carteiras já é um ganho para o banco. 

A Caixa não fez comentários ao Eco sobre este assunto. O mesmo meio refere que estas transacções surgem depois de, no verão, a CGD ter vendido 476 milhões de euros em créditos com dificuldades de cobrança, que passaram para as mãos do fundo Bain Capital Credit.

Já no final de Outubro o Negócios avançou que a Caixa manteria, numa primeira fase, a gestão de grande parte dos créditos em incumprimento, mas viáveis, que poderiam passar para a plataforma do crédito malparado.

O objectivo da plataforma da CGD, BCP e Novo Banco - e aberta a outras instituições - é uma gestão conjunta dos créditos comuns aos bancos para facilitar processos de renegociação ou reestruturação.



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mais votado JCG Há 1 semana

Negócio ruinoso; gestão danosa! Só a KPMG vai abocanhar uns quantos milhões pelo "serviço". No fim ganham os amigos e perdem os portugueses que andam a injectar milhões na CGD sem qualquer retorno.. Se alguém compra, compra muita abaixo do valor presumível.
A CGD, o Macedo e o gangue que se instalou na CGD, em vez de mandar para casas funcionários oleados muito generosamente - o próprio Macedo disse que lhes tinha oferecido as melhores condições da banca - devia ocupar esse pessoal a gerir o crédito malparado. Assim, há perdas e custos de 2 lados: no pessoal que se dispensa precocemente e se continua a pagar e nos activos vendidos a preço fortemente desvalorizado.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

KPMG que deu um estrondo em todos nós por ter vendido a alma ao Ricardo Salgado no BES e Jardim Gonçalves no BCP. E agora para compensar os prejuízos causados aos contribuintes, que dal dar mais um trabalhinho na Caixa. Esta gente da KPMG devia estar atrás das grades.

Anónimo Há 1 semana

O SR MACEDO CONTINUA A PALMAR-ME AS COMISSÕES DE MANUTENÇÃO, EMBORA EU TENHA OS SERVIÇOS MÍNIMOS DA PARTE DO BANCO.
ESPERO QUE COM A PETIÇÃO DA DECO, ELES FAÇAM MARCHA-A-TRÁS!

JCG Há 1 semana

É claro que toda essa parasitagem de multinacionais da auditoria, agências de rating, fundos abutres internacionais e similares que gravita à volta de empresas, organizações internacionais - FMI, BM, OCDE, Organizações internacionais como as dos bancos - e governos e que suga a empresas e povos muito do que produzem - vejam nos relatórios e contas anuais das empresas os milhões pagos a auditores externos - ganharam um poder tal que lhes permitem tornarem políticos, governantes, deputados em meros lacaios ao seu serviço, além de colocarem os seus "soldados" nas cúpulas dirigentes de empresas e organizações visando influenciar leis, regulamentos e decisões a seu favor. Veja-se o caso BCE e os crânios que lá estão instalados: de onde vieram e por onde passaram? Eu duvido que a produção normativa do BCE tenha como 1º e principal objectivo a defesa em última instância das economias e dos povos através de uma adequada regulação da actividade bancária. A venda de créditos pelos bancos...

JCG Há 1 semana

A Albuquerque que foi colega ministra de Macedo.
Vi há tempos um episódio, de um programa de TV chamado toda a verdade, focado numa exploração/ produção de milhares de hectares de bananal num país africano, salvo erro a Gâmbia ou o Gana. detida por uma grande multinacional do ramo, creio que francesa. Pois bem essa empresa pulverizava de avião o bananal, passando por cima de aldeias e levando tudo a eito, com pesticidas altamente nocivos, o que andava a provocar graves e funestos problemas de saúde aos indígenas residentes nessas aldeias. Mas sem problema. A empresa tinha tratado de acoplar uns quantos ministros do governo do país na administração da sua filial local e até o chefe da segurança da empresa (que vedava a entrada de jornalistas e o acesso a informação) era o chefe da polícia do país ou dessa região. Afinal, com mais ou menos sabonete e brilhantina nos crânios que mandam nisto tudo, não estamos assim tão longe dos nossos "irmãos" africanos.

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