Empresas Lidl reforça no têxtil e admite vir a vender 'made in Portugal'

Lidl reforça no têxtil e admite vir a vender 'made in Portugal'

A rede de supermercados alemã vai reforçar o investimento na área do têxtil. Em Portugal, as lojas vão ser adaptadas à nova estratégia mundial do grupo que, no futuro, admite trabalhar com fornecedores portugueses.
Lidl reforça no têxtil e admite vir a vender  'made in Portugal'
Bloomberg
Sara Ribeiro 06 de junho de 2017 às 08:00
A cadeia de distribuição alemã Lidl  quer ter uma palavra a dizer nas tendências de moda. Para tal, decidiu reforçar o investimento no segmento têxtil a nível mundial com colecções em parceria com estilistas, e não só.

Em Portugal, tal como em outros mercados, as lojas vão ser adaptadas ao reforço neste segmento, que vai dar os primeiros passos com uma colecção feita de raiz para a retalhista pela modelo Heidi Klum, cuja campanha arranca esta terça-feira. Como explicou ao Negócios Bruno Pereira, director-geral de compras do Lidl Portugal, "no que toca à apresentação em loja haverá uma reorganização da zona de têxtil, até porque esta colecção está ligada ao novo conceito que inaugura também com o lançamento da colecção Esmara by Heidi Klum: a Lidl Fashion Week".

O reforço do investimento neste segmento, cujos valores não foram divulgados, poderá  no futuro também ter cunho português.  Actualmente, a roupa desenvolvida pelo Lidl para as cerca de 10 mil lojas a nível global é produzida por fornecedores "certificados" na Ásia, contou Bruno Pereira. E, apesar de "no caso das colecções internacionais, como esta desenhada pela Heidi Klum", não existirem "planos para mudar a produção para Portugal", o grupo não exclui "vir a trabalhar com fornecedores nacionais em outras ocasiões que se revelem oportunas". Até porque "a qualidade dos produtos dos fornecedores portugueses é globalmente alta e tem deixado marca um pouco por todo o mundo", sublinhou.

A abertura de lojas dedicadas apenas ao têxtil, como têm alguns concorrentes, não faz parte dos planos da retalhista.  De acordo com Bruno Pereira, "uma parte do não alimentar [do Lidl] é o vestuário, e aí estamos focados em continuar a diversificar a nossa oferta nas lojas Lidl, apostando no número de colecções lançadas, na melhoria do design, e também no desenvolvimento de colecções mais actuais e de qualidade cada vez mais elevada". "Por outro lado,  continuou,  "um dos objectivos é mostrar, cada vez mais, que os consumidores podem fazer todas as suas compras nas nossas lojas, quer no que toca a alimentos, quer no que concerne a produtos não alimentares".

No campo das vendas de bens não alimentares, o têxtil destaca-se. Como salientou o responsável, "de acordo com a Kantar Worldpanel, o Lidl Portugal foi a loja alimentar que mais quota de mercado ganhou em vestuário em 2016", para 6,7%.

Para responder ao crescimento da procura, o Lidl tem "aumentado o investimento na área têxtil progressivamente ao longo dos anos", disse ainda, acrescentando que em 2017 o investimento no têxtil "cresceu a dois dígitos face ao registado no ano de 2016".

Sobre as expectativas de crescimento nesta área com o novo posicionamento, Bruno Pereira diz que são "as melhores".

Não excluímos vir a trabalhar com fornecedores nacionais em outras ocasiões que se revelem oportunas. bruno pereira
Director-geral de compras do Lidl Portugal



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Conselheiro de Trump 06.06.2017

A quem diga que o Lidle tem a fama da Raynair(vender barato), pura ilusao.Mas era de esperar q assim fosse,porque a maneira como expoem as coisas aos clientes deixam a desejar,parte delas em cima de paletes,tudo desarrumado,em suma :uma badalhoquice.NA Raynair dizem q o conforto e pouco,pelo preco.

Anónimo 06.06.2017

Quando iniciarem o abastecimento de textil em Portugal, será mais um a espremer a pobre indústria nacional!!!

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