Turismo & Lazer Lisboa vai ter hotel que também é museu

Lisboa vai ter hotel que também é museu

O Eurostars Museum só abre em Dezembro, junto ao Campo das Cebolas. Entrar neste hotel é fazer uma viagem ao passado, feita de várias camadas. As visitas serão ao domingo à tarde e têm de ser marcadas.
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Wilson Ledo 28 de outubro de 2017 às 11:40

São oito mil anos de história que estão ou debaixo dos nossos pés ou bem em frente aos nossos olhos. Em Dezembro, as portas do hotel Eurostars Museum vão abrir portas. E só aí começa esta viagem ao passado.

São camadas e camadas de história de uma Lisboa que já não existe. Logo à entrada, os vestígios de uma casa romana. No chão, um dos dois mosaicos romanos existentes em Lisboa. O único a cores.


À medida que se avança no percurso – que qualquer pessoa vai poder fazer aos domingos à tarde, mediante marcação e o pagamento de cinco euros – novas épocas se vão juntando neste espaço que já foi também um palácio, um armazém de ferros e a Cimentos de Leiria, de António Champalimaud.


A peça mais antiga que se pode encontrar é uma inscrição em escrita fenícia, com cerca de seis mil anos. Há tesouros islâmicos, anéis jesuítas, antigas muralhas, poços de água ou uma torre de construção medieval – só para dar alguns exemplos.


Todo o processo de escavações e recuperação foi pago pelos espanhóis da Hotusa, que aqui investiram cerca de 23 milhões. "Sabíamos que íamos ter uma enorme dor de cabeça. O nosso sentimento interno é de que valeu a pena", admite Luís Cruz, responsável em Portugal.


As intervenções arrancaram em 2004, ainda sob a alçada de outro grupo que também queria ali desenvolver um hotel. Em 2009, a Hotusa comprou o edifício e as equipas de Nuno Neto e Pedro Mendes Leal entraram no terreno. Foram 17 pessoas a trabalhar durante dois anos para recuperar este património escondido.


Em breve será assinado um protocolo com a Direcção-Geral do Património Cultural, onde o Estado – que é legalmente o dono dos achados – cede este património à Hotusa para exibição. Apenas uma parte estará disponível para o público. O restante continuará a ser estudado pela equipa da Noépica, que desenvolveu os trabalhos arqueológicos.


O Eurostars Museum integrará o roteiro museológico de Lisboa, disponibilizando informação em inglês, espanhol e português.




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