Banca & Finanças Lone Star contrata Egon Zehnder para avaliar administração do Novo Banco

Lone Star contrata Egon Zehnder para avaliar administração do Novo Banco

O jornal online Eco avança que a nova dona do Novo Banco contratou os serviços da consultora de recursos humanos Egon Zehnder. A missão desta consultora é avaliar os administradores e membros de topo da direcção do banco.
Lone Star contrata Egon Zehnder para avaliar administração do Novo Banco
Sara Matos
Negócios 12 de dezembro de 2017 às 07:59

A Lone Star, accionista maioritária do Novo Banco, contratou a consultora de recursos humanos Egon Zehnder para avaliar os administradores e membros da direcção da instituição financeira, avança esta manhã o jornal online de economia Eco.

A avaliação à administração e aos altos membros da direcção do Novo Banco ainda decorre e poderá mesmo prolongar-se por mais quatro meses. Após esse período, avança o jornal, a Lone Star vai decidir se mantém ou não a administração actual. A maior surpresa gerada por esta avaliação pedida à consultora de recursos humanos prende-se com o alcance que tem. É que normalmente estas avaliações são feitas aos altos quadros das empresas mas esta incluiu também a administração da instituição, escreve o Eco.

Fonte adiantou ao jornal que os responsáveis do Lone Star querem ter uma avaliação consistente e sólida das equipas, incluindo da de gestão, antes de tomarem uma decisão e procederem a eventuais mudanças. Estas alterações, se vierem a concretizarem-se, terão lugar até Outubro do próximo ano.

Em Novembro, a instituição liderada por António Ramalho revelou uma deterioração de 9% dos prejuízos nos primeiros nove meses do ano face ao mesmo período de 2016. Um agravamento sentido antes da venda de 75% do capital à Lone Star.

O resultado líquido negativo do Novo Banco foi de 419,2 milhões de euros entre Janeiro e Setembro, que compara com perdas de 384 milhões no período homólogo, segundo comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O valor relativo a 2016 foi reexpresso, já que o prejuízo reportado na altura foi de 359 milhões.

Antes disso, em Outubro, a Lone Star passou a ser a nova dona do Novo Banco. O Novo Banco foi vendido aos três anos e dois meses de vida. No mesmo sítio em que foi constituído, mas a uma hora diferente. O contrato através do qual o Fundo de Resolução se desfez de 75% da instituição financeira constituída a 3 de Agosto de 2014 foi assinado a 18 de Outubro, entre o vendedor e o comprador, o fundo americano Lone Star. A medida de resolução aplicada ao Banco Espírito Santo terminou.




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comentários mais recentes
Ventura Santos Há 5 dias

Se fazem isto na Caixa, na CP ou na Carris (por puro exemplo) vão todos para a rua ! Aí vai ser a miséria do "socialismo" e da "social-democracia" ...

J. SILVA Há 5 dias

Isto é que deveriam fazer nas empresas cotadas que têm destruído as pequenas poupança e o BCP é um caso paradigmático. Grande parte dos CEO's são manifestamente incompetentes, mas não são sujeitos a qualquer escrutínio válido . Este Ramalho que está em todas , considerado "suprassumo", vamos ver!!.

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