Banca & Finanças Lucro do BPI cresce 21% para 182,9 milhões de euros

Lucro do BPI cresce 21% para 182,9 milhões de euros

A subida da margem financeira e a descida das imparidades constituídas para crédito permitiram a melhoria do resultado líquido do banco liderado por Fernando Ulrich. Os resultados foram melhores do que o antecipado.
Lucro do BPI cresce 21% para 182,9 milhões de euros
Paulo Duarte/Negócios
Diogo Cavaleiro 26 de Outubro de 2016 às 17:08

O BPI obteve lucros de 182,9 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. O valor corresponde a um aumento de 21% em relação aos 151 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado. A libertação de provisões ajudou. 

 

"O lucro líquido consolidado no período de Janeiro a Setembro de 2016 (182.9 milhões de euros) decorre de um contributo da actividade doméstica de 57,5 milhões de euros (+18,6 milhões de euros que no período homólogo de 2015) e de um contributo da actividade internacional de 125,4 milhões de euros (+13,3 milhões de euros que no período homólogo de 2015)", indica o comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A nível trimestral, o resultado líquido do banco foi melhor do que o antecipado pelas casas de investimento CaixaBI e Haitong. A primeira esperava um lucro trimestral de 56 milhões de euros enquanto a segunda apontava para 58,5 milhões. O BPI acabou por ter um resultado de 77 milhões entre Julho e Setembro.

 

Olhando novamente para os primeiros nove meses do ano, a margem financeira do grupo BPI (que corresponde à diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) melhorou 12,6%, fixando-se em 55,6 milhões de euros. Na actividade doméstica, a queda do custo dos depósitos a prazo ajudou à evolução. 

 

Contudo, o produto bancário do banco liderado por Fernando Ulrich avançou apenas 1,5% para 908 milhões de euros porque, embora a margem tenha subido, recuaram as rubricas de ganhos em operações financeiras e de "outros rendimentos e encargos operacionais", que incluem 18,1 milhões de contribuição anual para o Fundo de Resolução português e para o mesmo Fundo europeu.

 

Os custos do BPI também ganharam terreno, subindo 0,7% para 505,9 milhões de euros, impulsionados pelos custos com reformas antecipadas (50,5 milhões de euros). 


Assim, o resultado operacional, em que se calcula a diferença entre o produto e os custos, ficou em 402 milhões de euros entre Janeiro e Setembro, mais 2,5% que no período homólogo.

 

Assim, a subida de 21% do lucro deveu-se, sobretudo, à redução das provisões e imparidades para crédito constituídas, que se fixaram em 53 milhões de euros, mais de metade das registadas nos primeiros nove meses de 2015. Não há uma justificação para esta diminuição no comunicado. A rubrica de outras imparidades e provisões mais do que duplicou de 18 para 41,6 milhões.

 

A rentabilidade de capitais próprios (ROE) consolidado do BPI foi de 10,5% no período, sobretudo justificado pela actividade internacional (com o BFA à cabeça).


Crédito e depósitos descem


Nos primeiros nove meses do ano, a carteira de crédito do BPI era de 23,9 mil milhões de euros, uma quebra homóloga de 1,1%. Dessa carteira, 3,5% estava contabilizado como crédito vencido há mais de 90 dias, um rácio menos gravoso que os 3,7% em Setembro do ano passado. Especificamente na actividade doméstica, o banco ressalva que vê "sinais de inversão da tendência de queda na generalidade dos segmentos". Contudo, ainda há uma quebra tabém em Portugal, na ordem dos 0,5%. 

 

Já os recursos de clientes, que incluem depósitos, desceram 1,3% para 34,5 mil milhões. Os depósitos de clientes em Portugal subiram 5,2% para 19,8 mil milhões.

 

Em termos de solidez do capital, o rácio Common Equity Tier 1, que mede o peso do melhor capital da instituição financeira, ficou em 11,4%, seguindo as regras actualmente aplicáveis. È um reforço face aos 10,4% registados um ano antes.

 

Seguindo as regras que serão exigidas em 2019, o rácio CET1 do BPI encontra-se em 11%, acima dos 9,3% de Setembro de 2015.


O BPI fechou Setembro com 5.757 funcionários, menos 3% que no mesmo mês do ano passado. Havia 545 balcões, uma diminuição de 53 agências em um ano. 



(Notícia actualizada com mais informações às 17:55)





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mais votado Anónimo Há 1 semana

Deixem de andar a por, aqui comentários que nada tem a ver, com negócios.
Este jornal, não devia deixar passar estas asneiras, que comentadores de meia tigela, para aqui despejam todo o tipo de coisas.

comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Este banco tem patrão, eis a diferença nos resultados.

Anónimo Há 1 semana

Deixem de andar a por, aqui comentários que nada tem a ver, com negócios.
Este jornal, não devia deixar passar estas asneiras, que comentadores de meia tigela, para aqui despejam todo o tipo de coisas.

Álvaro Há 1 semana


O país das maravilhas (para alguns)
A FP continua com as 35 horas, salários altos e muitas outras benesses...

enquanto os privados trabalham 40, com salários muito mais baixos, e ainda tem que pagar impostos cada vez mais altos para sustentar a FP/CGA.

Anónimo Há 1 semana


Os ladrões de esquerda

SÓCRATES GATUNO & COSTA LADRÃO, destroem 3 gerações de portugueses:

- Endividaram o país até à bancarrota.

- Deixaram dívidas e juros, para 3 gerações de portugueses pagarem.

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