Tecnologias Lucro por acção da Amazon falha estimativas

Lucro por acção da Amazon falha estimativas

A empresa de comércio electrónico reportou um lucro por acção no seu terceiro trimestre fiscal que ficou aquém do projectado pelo mercado. Os investidores não gostaram e, apesar de as receitas terem ficado em linha com o esperado, as acções seguem a afundar mais de 9% na negociação fora do horário regular da bolsa.
Lucro por acção da Amazon falha estimativas
Bloomberg
Carla Pedro 27 de Outubro de 2016 às 22:13

A Amazon.com registou um aumento do resultado líquido no terceiro trimestre, para 252 milhões de dólares, contra 79 milhões no período homólogo do ano passado. O lucro por acção ascendeu a 52 cêntimos de dólar, quando entre Julho e Setembro de 2015 tinha sido de 17 cêntimos.

 

Apesar desta melhoria, ficou muito aquém do previsto pelo consenso de mercado, que apontava para um lucro de 78 cêntimos por acção. O mercado reagiu de imediato em baixa, com as cotações a caírem mais de 9% no "after-hours" em Nova Iorque.

 

Já as receitas trimestrais ficaram em linha com o estimado, ao fixarem-se em 32,7 mil milhões de dólares (mais 29% do que no mesmo período do ano passado).

 

Para o actual trimestre, a tecnológica liderada por Jeff Bezos aponta para receitas que poderão falhar as estimativas dos analistas, o que constituiu um factor de pressão adicional sobre as cotações da Amazon na negociação fora de horas.

 

Bezos disse que as vendas do quarto trimestre deverão cifrar-se entre 42 e 45,5 mil milhões de dólares, quando o mercado aponta como valor médio 44,6 mil milhões.

 

A empresa sedeada em Seattle tem estado a ganhar terreno em bolsa, este ano, devido ao entusiasmo dos investidores quanto à capacidade de a Amazon continuar a ser rentável enquanto se expande na Índia e devido à entrega de produtos de mercearia em mais cidades norte-americanas, bem como devido ao lançamento de serviços de streaming de vídeo e música para desafiar as rivais Netflix e Spotify. No entanto, Vic Anthony, analista da Axiom Capital Management, comentou à Bloomberg que talvez estas expectativas estejam demasiado elevadas, numa altura em que a concorrência é cada vez mais feroz.




(notícia actualizada às 22h42)




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