Energia Lucros da EDP recuam 5% para 450 milhões no primeiro semestre

Lucros da EDP recuam 5% para 450 milhões no primeiro semestre

Os resultados foram afectados em parte pela seca registada que provocou uma baixa produção nas barragens.
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André Cabrita-Mendes 27 de julho de 2017 às 16:48
Os lucros da EDP recuaram 5% para 450 milhões de euros no primeiro semestre face ao período homólogo.

O resultado líquido foi afectado por "um contexto internacional muito mais severo, marcado por uma baixa produção hídrica e preços spot muito elevados" face ao primeiro semestre de 2016 "muito chuvoso e com preços muito baixos".

O resultado ficou acima do esperado pelos analistas do banco Haitong que previam um recuo de 19% para 381 milhões de euros.

O EBITDA do grupo EDP atingiu os 1.902 milhões de euros, recuando 8% face a 2016. A impactar negativamente o resultados está a "pluviosidade excepcionalmente elevada" no primeiro semestre de 2016.

A prejudicar o resultado também estão os preços mais elevados na Península Ibérica (51 megawatts hora no primeiro semestre deste ano face aos 30 megawatts hora em 2016).

A hidraulicidade em Portugal ficou 42% aquém da média histórica no primeiro semestre deste ano, face aos 68% acima da média registados em igual período de 2016.

Decompondo o EBITDA do grupo EDP pelos diferentes segmentos de negócio, o única a recuar foi a 'produção e comercialização na Península Ibérica', que desceu 44% para 360 milhões de euros. "suportado por condições atmosféricos e um contexto de preços muito distintas" e pelo tempo excepcionalmente seco e os preços spot elevados que compararam muito desfavoravelmente com um primeiro semestre de 2016 muito chuvoso e com baixos preços".

Em sentido contrário, a actividade eólica e solar registou uma subida do EBITDA em 11% para 719 milhões de euros à boleia de um crescimento de 9% na produção, por uma subida dos proveitos com parcerias institucionais e por um impacto cambial favorável.

O Brasil, por seu turno, registou um crescimento de 5% para 316 milhões de euros, penalizada pela mais valia gerada no primeiro semestre de 2016, com a venda de Pantanal. Sem este efeito, a EDP aponta que o EBITDA cresceu 31%, principalmente devido a um impacto cambial favorável, mais 53 milhões face a uma subida de 20% do real face ao euro.

Já as redes reguladas na Península Ibérica subiram 3% para 513 milhões de euros, com a ajuda de uma maior margem bruta que subiu 4 milhões para 867 milhões de euros. O crescimento do EBITDA também teve a ajuda de um "rigoroso controlo de custos" menos 3% face a período homólogo.

Já a dívida líquida da empresa voltou a subir de 15.900 milhões de euros para 16.900 milhões de euros. A empresa diz que este crescimento aconteceu à boleia do pagamento anual de dividendos (900 milhões de euros), pelo pagamento de IVA não recorrente, a recuperar até ao final de 2017 (300 milhões) e pelo pagamento de imposto relativo às securitizações realizadas em 2016 (300 milhões).

O investimento operacional consolidado atingiu os 747 milhões de euros no primeiro semestre, com 62% a corresponderem a projectos de expansão em nova capacidade hídrica e eólica (453 milhões). A EDP sublinha que 89% do investimento operacional foi dedicado a "actividades reguladas ou contratadas a longo prazo".

O investimento em nova capacidade eólica atingiu 424 milhões no primeiro semestre (76% na América do Norte, 13% na Europa e 11% no Brasil).

(notícia actualizada às 17:09)



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