Indústria Lucros da Europac sobem para 32,4 milhões até Junho

Lucros da Europac sobem para 32,4 milhões até Junho

O grupo, que em Portugal detém uma fábrica em Viana do Castelo, registou um crescimento de 54,6% do resultado líquido no primeiro semestre do ano. A facturação e o EBITDA também cresceram até Junho.
Lucros da Europac sobem para 32,4 milhões até Junho
Negócios 27 de julho de 2017 às 13:30

O grupo Europac (Papeles y Cartones de Europa), que em Portugal tem uma fábrica de papel em Viana do Castelo, registou no primeiro semestre do ano um resultado líquido de 32,4 milhões de euros, correspondente a uma subida de 54,6% face ao mesmo período de 2016.

Em comunicado, o grupo anunciou que a facturação aumentou 5,3% para os 563,9 milhões de euros, enquanto o EBITDA consolidado alcançou os 72,1 milhões de euros, um acréscimo de 19,6%.

Como explica, estes resultados incluem um efeito positivo não recorrente de 10 milhões de euros devido à venda da fábrica de embalagens de Marrocos e "realizaram-se num contexto de mercado caracterizado pelo incremento dos preços de venda de papel em resposta ao aumento da procura final, que foram condicionados pela volatilidade do preço da matéria-prima".

A Europac destaca ainda a redução do custo financeiro em 80% em relação ao primeiro semestre de 2016 pela melhoria das condições de financiamento, a gestão dos activos financeiros e pela redução da dívida líquida, que no final de Junho se situava em 1,55 vezes o EBITDA.

Citado no comunicado, José Miguel Isidro, presidente-executivo do grupo, sublinha estar a "prever um bom fecho de ano".

Por segmento de negócio, o grupo refere que na divisão papel registou-se um crescimento da facturação de 7,3% e um aumento do EBITDA de 10,8% para os 59,5 milhões de euros, com uma margem de EBITDA de 16,5%, "graças às subidas de preço do papel num cenário de progressão do preço da matéria-prima e paragens programadas nas fábricas de Viana do Castelo (Portugal) e Rouen (França)".

Já a divisão "packaging" registou um EBITDA de 3,3 milhões de euros, 62% inferior ao do primeiro semestre do ano anterior "como consequência da subida do preço da matéria-prima", diz o grupo, acrescentando que "esta circunstância foi compensada em parte pelo crescimento do volume de vendas superior ao registado pelo mercado e à contínua redução de custos".

 




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