Indústria Lucros da Navigator descem 4,5% em 2017 para quase 208 milhões de euros

Lucros da Navigator descem 4,5% em 2017 para quase 208 milhões de euros

A antiga Portucel teve um resultado líquido de 207,8 milhões de euros em 2017, o que representa uma diminuição de 4,5% face ao ano anterior.
Lucros da Navigator descem 4,5% em 2017 para quase 208 milhões de euros
Ana Laranjeiro 08 de fevereiro de 2018 às 07:50

Os lucros da papeleira Navigator ascenderam a 207,8 milhões de euros no ano passado. Este valor representa uma quebra de 4,5% face ao ano de 2016, período em que empresa obteve 217,5 milhões de euros.

"Importa referir que os resultados líquidos de 2016 beneficiaram de reversão de provisões para impostos, bem como do efeito do regime extraordinário de reavaliação fiscal que resultaram num valor de impostos positivo de 7 milhões de euros, e que compara com um valor negativo de cerca de 40 milhões de euros em 2017", refere a empresa no comunicado enviado ao regulador do mercado de capitais, a CMVM.

Ainda assim, os lucros registados pela empresa liderada por Diogo Silveira ficaram ligeiramente acima das estimativas do CaixaBI, que antevia que o resultado líquido da antiga Portucel fosse de 203 milhões de euros em 2017.

As vendas totais foram de 1.636,8 milhões de euros, mais 3,8% que no ano passado. O volume de negócios aumentou 4% "com forte desempenho dos negócios de pasta, energia e tissue".

O EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 1,6% face ao período homólogo para 403,8 milhões de euros. Os resultados operacionais (EBIT) avançaram 10,7% para 255 milhões de euros.

Os resultados financeiros da Navigator melhoraram no ano passado, mantendo contudo uma evolução negativa: - 7,7 milhões de euros quando em 2016 foram negativos em 20,8 milhões de euros.

No comunicado a empresa destaca que no ano passado foram realizados investimentos "na nova fábrica de tissue em Cacia" bem como para aumentar a "capacidade de pasta [unidade] na Figueira da Foz [que] decorrem como planeado e totalizam  70 milhões de euros no período". Além disso, a Navigator celebrou um "contrato de compra e venda do negócio de pellets nos Estados Unidos por um valor de 135 milhões de dólares norte-americanos".

Olhando apenas para o quarto trimestre do ano passado, a firma obteve lucros de 62 milhões de euros, menos 25,5% que no mesmo período de 2016 – época em que o resultado líquido ascendeu a 83,2 milhões de euros. Nos últimos três meses do ano passado, o EBITDA cresceu 8,2% face ao último trimestre de 2016 para 103,8 milhões de euros. Já o EBIT avançou 33,0% para os 69,6 milhões de euros.




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mais votado Anónimo Há 1 semana

Implementem um verdadeiro acordo de comércio livre e veremos o que é que a Navigator será capaz de fazer no mercado. Por enquanto é beneficiária de subsídios, isenções e proteccionismo tornando os consumidores portugueses em vítimas dos preços artificialmente elevados e os contribuintes em vítimas de extorsão fiscal continuada...

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Anónimo Há 1 semana

Será que esta empresa paga os danos ambientais?
Será que todas as ajudas compensam os estragos que causa no médio ambiente?
Ao ler os comentários aqui emitidos já fico a entender porque motivo o Governo assobia para o lado no que respeita aos danos ambientais.

Anónimo Há 1 semana

É uma empresa que tem sido levada ao colo pelo Estado desde que foi fundada. Está repleta de ineficiências e excedentarismo. A gestão é medíocre ou apática e os colaboradores capturaram a organização. Podia dar 3 vezes mais lucro com metade dos colaboradores actuais. Podia inovar e expandir-se na criação de valor em inúmeras outras áreas de negócio tornado-se ainda maior e transformando-se num verdadeiro potentado que puxasse pela economia portuguesa no seu todo. Não é nada disso. Faz lembrar o monstro de corrupção, obscuridade, promiscuidade estatal e desperdício em que se tornaram algumas das maiores empresas brasileiras. E todos sabem em que é que isso deu no Brasil...

Anónimo Há 1 semana

No TOP mundial das empresas de produção de papel vejo companhias Norte Americanas, Escandinavas, Japonesas, Chinesas, Britânicas, Irlandesas, Sul Africanas e nada de Portuguesas... A história que se tem vendido da Navigator como líder mundial ou maior do mundo no seu sector ou em algum ramo de actividade é um mito provinciano tuga, como tantos outros que se conhecem.

Anónimo Há 1 semana

É mais uma empresa do pérfido regime podre e insustentável português, inerentemente anti-mercado e frontalmente pró-compadrio sindical e corporativo. Um desperdício e uma oportunidade perdida à boa moda latina do sul. A UPM, a StoraEnso, a International Paper e a Smurfit, obviamente, ou a Oji, dão cartas, e é com esses que devem aprender a criar valor em vez de se focarem em aproveitar toda e qualquer oportunidade para o extrair do Estado, da economia e da sociedade.

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