Telecomunicações Lucros da Nos aumentam 6,6% para 78,4 milhões até Setembro

Lucros da Nos aumentam 6,6% para 78,4 milhões até Setembro

O número de serviços da Nos aumentou 8% para 8,9 milhões até Setembro, o que levou a um aumento das receitas totais para 1,1 mil milhões de euros. Custos directos cresceram 5% com conteúdos desportivos.
Lucros da Nos aumentam 6,6% para 78,4 milhões até Setembro
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 07 de Novembro de 2016 às 17:12
A Nos fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 78,4 milhões de euros, um aumento de 6,6% face ao valor registado no período homólogo. Os resultados divulgados pela operadora esta segunda-feira, 7 de Novembro, ficaram ligeiramente acima das estimativas dos analistas que estimavam um crescimento dos lucros de 5,7% para 77,5 milhões de euros.

O aumento do número de serviços prestados pela operadora contribuiu para o aumento das receitas em 5,3% para um total de 1,1 mil milhões de euros, com os proveitos de telecomunicações a crescerem 5,6% para 1,07 mil milhões de euros. Deste total, 667,4 milhões de euros (+4,5%) foram provenientes das receitas de consumo, 310 milhões de euros do aumento em 3,8% dos proveitos do segmento empresarial e "wholesale" e 37,4 milhões de euros (+19,5%) relativos à venda de equipamentos.

Na área de cinemas registou um crescimento de 2,5% dos proveitos para 44,7milhões de euros, ao contrário das receitas da rubrica de Audiovisuais que caíram 0,5% para 52,6 milhões de euros.

O EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) registou uma subida de 5,3% para 431,8 milhões de euros, com a margem de EBITDA a atingir 38,4%, o mesmo valor registado no final de Setembro de 2015.

Tendo em conta o resultado líquido antes de resultados das empresas e dos interesses não controlados, onde se inclui a ZAP, a Dreamia e a Sport TV, a Nos teria registado um crescimento de 26,4% dos lucros consolidados para 86,5 milhões de euros.

Analisando só o terceiro trimestre deste ano os resultados de empresas associadas e "joint-ventures" foi de 1,4 milhões de euros, um valor que compara com o valor negativo de 2,9 milhões de euros registados no mesmo período de 2015. Esta inversão deveu-se "à combinação de um desempenho menos negativo da participação de 30% da Nos na ZAP, que registou um contributo para o resultados líquido marginalmente positivo em 70 mi, euros, suportado por um ambiente de taxas de câmbio mais estável em Angola" e também à "melhoria sentida na Sport TV em resultado das alterações no seu modelo de distribuição e estrutura accionista", lê-se no comunicado enviado à CMVM.



No final de Julho a Vodafone passou a integrar a estrutura accionista da Sport TV, passando a deter, a par com a Nos e Joaquim Oliveira, 33,3% do capital do canal. Antes, a Sport TV era detida a meias pela operadora e pela Olivedesportos. A Meo também assinou um memorando de entendimento para integrar a estrutura accionista do canal desportivo.

Número de serviços subscritos cresce 8%

De Janeiro a Setembro o número de serviços da operadora liderada por Miguel Almeida aumentaram 8% para 8,941 milhões o que responde a 664,8 mil novas adições face ao mesmo período do ano passado.

Ainda no campo operacional, a Nos destaca o crescimento do número de clientes móveis para 4,396 milhões, um número "recorde", segundo a operadora, e que representa 370,5 mil novos clientes neste segmento (um aumento de 9,2%) e uma quota de 23,8%.

A operadora destaca ainda o aumento do consumo de dados em 88% para uma média de 1,116 MB/mês, um número que cresce para 1,461/mês quando se trata de dispositivos com 4G (42% do total de smartphones utilizados em Portugal).

Na televisão por subscrição a operadora fechou o terceiro trimestre com 1,586 milhões de clientes, um aumento de 4,2% (64,2 mil novas subscrições).

A operadora sublinha ainda o aumento do número de clientes convergentes em 19% para 661,4 mil, "representando 45,2% do total da base de clientes de acesso fixo, acima dos 40,2% verificados no período homólogo de 2015".

Já nos serviços de banda larga fixa e telefone fixo registou crescimentos de 11,85 e 6,1% para 1,237 milhões e 1,692 milhões, respectivamente.

No segmento empresarial o número de serviços seguiu a mesma tendência, tendo aumentado 11,1% para 1,382 milhões face ao mesmo período de 2015.

No final de Setembro a Nos somava um total de 3,741 milhões de casas passadas com rede de nova geração, um número que corresponde a um aumento de 197 mil lares com fibra face a 2015. Este crescimento resulta do investimento que a operadora tem vindo a fazer o qual nos nove primeiros meses do ano alcançou os 292,6 milhões de euros, um valor em linha com o período me análise do ano anterior.

Em Setembro a dívida líquida da Nos situava-se em 1,1 mil milhões de euros, o que corresponde a duas vezes o EBITDA. A operadora relembra ainda que "tem todas as suas necessidades de financiamento asseguradas até ao segundo semestre de 2017".

Custos aumentam com conteúdos desportivos

Os custos operacionais consolidados da Nos aumentaram 5,2% para 692 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano. Tendo m conta só o terceiro trimestre, a subida foi de 5% para 235 milhões de euros.

Os custos directos cresceram 4,7% para 334,9 milhões de euros no total dos nove meses e 7,4% para 115,7 milhões de euros de Julho a Setembro. A principal causa deste aumento, segundo a Nos, foi " o custo adicional com programação resultante do processo de licitação competitivo por conteúdos desportivos "premium" que ocorreu nas últimas semanas de 2015 e no início de 2016". Ou seja, devido às recentes aquisições dos direitos televisivos dos jogos do Benfica, Sporting, Braga entre outros.

Esta ‘guerra’ pelos conteúdos desportivos, que acabou com a assinatura de um contrato de partilha da transmissão dos mesmos bem como dos custos entre todos os operadores, levou também a um aumento de 31% no terceiro trimestre dos custos de programação da Nos.

"O aumento dos custos com conteúdos também está relacionado com uma alteração na estrutura de custos do modelo de distribuição da Sport TV para todos os operadores do mercado, e que resultou da necessidade de introduzir um modelo mais sustentável financeiramente", detalha a empresa.



(Notícia actualizada às 17:36 com mais informação)




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comentários mais recentes
Filipe Alves Há 3 semanas

A empresa Nos tem um Feedback para com os clientes que não é dos mais positivos!
Lamentavelmente é uma empresa que só vê os lucros e não trata os clientes como deve ser!
Eu tenho um problema com o sinal Wi-Fi da router que está sempre a cair e até hoje não se interessam por este problema! Enfim!

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