Aviação Lucros de operadoras aéreas devem cair em 2017 após subida do preço do petróleo

Lucros de operadoras aéreas devem cair em 2017 após subida do preço do petróleo

A Associação Internacional de Transporte Aéreo estima que os lucros das operadoras aéreas caiam 16% no próximo ano, consequência da antecipada subida do preço do petróleo em 2017.
Lucros de operadoras aéreas devem cair em 2017 após subida do preço do petróleo
Bloomberg
Negócios 08 de dezembro de 2016 às 14:06

De acordo com a (IATA, na sigla inglesa) Associação Internacional de Transporte Aéreo, a perspectiva de subida dos preços do petróleo irá penalizar a rentabilidade das operações das operadoras aéreas em 2017. Citada pela agência Bloomberg, a IATA – que representa cerca de 83% do tráfego aéreo mundial - antecipa que os lucros das operadoras aéreas de todo o mundo sejam de 29,8 mil milhões de dólares no próximo ano.

 

A confirmar-se esta previsão estaríamos perante uma quebra de 16% face aos lucros estimados de 35,6 mil milhões de dólares para 2016, um valor que foi entretanto revisto em baixa pela IATA comparativamente com a estimativa feita em Junho que apontava para lucros de 39,4 mil milhões de dólares neste ano.  

 

Poderá assim estar a perspectivar-se o fim do ciclo em que as aéreas mundiais foram somando lucros recorde, beneficiando da forte quebra do preço do crude registada nos anos mais recentes.

 

A IATA antecipa que o preço médio do barril de petróleo vai fixar-se nos 55 dólares em 2017, isto numa altura em que em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI) negoceia na casa dos 50 dólares e o Brent, transaccionado em Londres, está próximo dos 53,5 dólares. Em 2016 o preço médio do barril de petróleo situa-se nos 44,60 dólares.

 

"Estes três anos representam o melhor desempenho da história da indústria [aérea]", afirmou Alexandre De Juniac, o novo CEO da IATA. Este antigo CEO da Ais France-KLM lembra, ainda assim, que apesar da perspectiva de aumento do preço do petróleo dever implicar uma redução dos lucros das operadoras aéreas, estas estão hoje mais resilientes depois da "reestruturação eficiente" levada a cabo no sector.

 

O acordo alcançado na semana passada pelos países exportadores de petróleo (OPEP) para o corte da produção petrolífera em 1,2 milhões de barris por dia está a contribuir para a recuperação do preço da matéria-prima, que na semana passada disparou para máximos de Julho de 2015, tanto em Nova Iorque como em Londres.  




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