Banca & Finanças Lucros do BPI afundam para 10,2 milhões de euros em 2017

Lucros do BPI afundam para 10,2 milhões de euros em 2017

Os custos e efeitos extraordinários da participação em Angola penalizaram o resultado do BPI.   
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Diogo Cavaleiro 30 de janeiro de 2018 às 16:52

O BPI apresentou lucros de 10,2 milhões de euros no ano passado, o que compara com o lucro consolidado de 313,2 milhões de euros em 2016, refere o banco num comunicado à CMVM

 

"O resultado líquido consolidado ‘como reportado’ foi positivo em 10,2 milhões de euros", indica o banco, controlado em 85% pelo CaixaBank, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A instituição financeira justifica com eventos extraordinários relacionados com o Banco de Fomento Angola (BFA). No início do ano passado, a venda de 2% do BFA à Unitel já tinha levado a uma perda de 212 milhões de euros, a que se acrescenta ainda o impacto do facto de as empresas de auditoria terem classificado Angola como economia de elevada inflação, que levou a perdas adicionais de 69 milhões, segundo explicou o CEO Pablo Forero na conferência de imprensa de apresentação de resultados.

 

Em termos de resultados, a margem financeira (diferença de juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) deslizou 1% para 407,1 milhões de euros, o que se deveu à redução do custo dos depósitos, ao resultado técnico de contratos de seguros e ainda ao custo com a emissão de dívida subordinada, subscrita pelo CaixaBank, no valor de 13 milhões. As comissões líquidas subiram 9% em termos homólogos.

 

A instituição financeira não divulga os custos de estrutura (só apenas os recorrentes), que decresceram 5,3% para 455,7 milhões de euros. Contudo, o ano passado houve custos extraordinários com o plano de saídas voluntárias, de 78 milhões após impostos.

 

As imparidades de crédito foram de 25 milhões de euros em 2017, segundo o comunicado à CMVM, o que representa uma queda em relação aos 33 milhões do ano anterior.

 

Em termos de capital, o rácio Common Equity Tier 1, que mede o peso do melhor capital do banco, fixou-se em 12,3%. O número sobe para 13% segundo as novas regras de contabilidade e com a venda das subsidiárias do BPI ao CaixaBank.

 

(notícia actualizada às 17:14 com mais informação)



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mais votado rosa pereira 30.01.2018

2018 vai ser um ano de fusões ou aquisições no sector bancário português.
Bons negócios

comentários mais recentes
Anónimo 30.01.2018

Rosa Pereira não me admiraria que o BCP fosse comprado por um gigante e aí a cotação subiria num ápice !!!!!!!!

Ciifrão 30.01.2018

É só especuladores baratos por aqui, vão mas é para a tasca que é o sítio onde a estratégia pode resultar.

General Ciresp 30.01.2018

Os bancos portugueses sao CAGAROLAS mas sobretudo COBARDES ao nao dizerem que com a MACHADADA dada aos EMIGRANTES perderam a GALINHA DOS OVOD DE OURO que ainda restava.Em vez de se unirem quando o bes foi com o caralho preferiram antes virar a cara para o lado contrario.Hoje sentem todos,ALELUIA.

a fosun já pagou o HOTEL 30.01.2018


a FOSUN já pagou este HOTEL á SONANGOL pois comprou a posição que a SONANGOL tinha no MILENIUM BCP por ISSO o HOTEL vai agora ser construido com o $$$$$$$$ fresco da FOSUN e viva o MILENIUM BCP viva VIVA viva

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