Banca & Finanças Lucros do Santander caem 22,5% até Setembro

Lucros do Santander caem 22,5% até Setembro

Efeitos não recorrentes ocorridos no segundo trimestre deste ano impactaram negativamente os resultados do banco espanhol, refere o Santander em comunicado. Até Setembro, os lucros totalizaram 4.606 milhões de euros.
Lucros do Santander caem 22,5% até Setembro
Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes 26 de Outubro de 2016 às 07:18

O banco Santander terminou os nove meses até Setembro com lucros de 4,6 mil milhões de euros, um valor que é menos 22,5% do que o registado no mesmo período de 2015.

Em nota enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) esta quarta-feira, 26 de Outubro, o banco espanhol refere que a queda nos resultados líquidos ficou a dever-se ao impacto de efeitos não-recorrentes no segundo trimestre do ano (368 milhões de euros), sem os quais o lucro ordinário teria crescido 8% para 4,97 mil milhões de euros.

Em causa nos não-recorrentes está o balanço entre custos de reestruturação, mais-valias com a venda da Visa Europe e mudanças no calendário de pagamentos ao Fundo de Resolução Europeu.

O terceiro trimestre da instituição liderada por Ana Botín (na foto) foi, contudo, positivo para a actividade do banco, com o resultado líquido a crescer 1% para 1.695 milhões de euros face a igual período do ano passado.

O banco destaca o aumento da actividade de crédito (mais 3%) e de depósitos (mais 5%) em relação ao ano passado, com a margem a aumentar 2% graças ao volume de créditos e depósitos em mercados como Portugal, América Latina e Polónia.

As receitas com comissões aumentaram 8% para 7.543 mil milhões de euros apesar da queda de 18% nas operações financeiras. Os custos de exploração aumentaram 4,1% para 15.634 milhões de euros. 

Em Portugal o banco dá conta de maiores receitas (margem bruta aumentou 31,5% para 917 milhões de euros) e maiores custos (445 milhões de euros, mais 20,6%) e de uma "forte redução das dotações" (de 33,8% para 44 milhões de euros), dando ainda conta do impacto da venda de carteiras e da integração do Banif. O lucro atribuído da operação nacional cresceu 62,3% para 293 milhões de euros. 

(Notícia actualizada às 7:37)




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