Banca & Finanças Lucros do Santander cresceram 7% para 6.619 milhões de euros em 2017

Lucros do Santander cresceram 7% para 6.619 milhões de euros em 2017

O resultado líquido do banco espanhol liderado por Ana Botín aumentou 7% no ano passado para 6.619 milhões de euros.
Lucros do Santander cresceram 7% para 6.619 milhões de euros em 2017
Reuters
Ana Laranjeiro 31 de janeiro de 2018 às 08:10

Os lucros do Santander cresceram 7% no ano passado para um total de 6.619 milhões de euros, de acordo com a informação presente no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O resultado líquido da instituição espanhola foi impactado em 897 milhões de euros devido a encargos extraordinários.

A margem bruta do banco liderado por Ana Botín (na foto) subiu 10% para 48.392 milhões de euros. O banco registou ainda um crescimento de 13% no que diz respeito ao número de clientes vinculados. E o número de clientes digitais aumentou 21% para 25,4 milhões.

Olhando para os mercados onde o grupo bancário está presente, o Brasil é a geografia que mais pesa para os resultados do banco, contribuindo com 26%. Os lucros (excluindo efeitos extraordinários) da unidade brasileira aumentaram 34% para 2.544 milhões de euros. O Reino Unido é o segundo mercado mais forte do banco, representando 16%, segue-se Espanha – já com o efeito da integração do Popular – que representa 15%. O resultado líquido atribuído aquela geografia (excluindo efeitos extraordinários) é de 1.180 milhões de euros.

Portugal tem um peso de 5% para a instituição financeira e o lucro atribuído a Portugal é 440 milhões de euros graças à subida do crédito e à queda dos custos e das provisões para crédito malparado, refere a nota da instituição. "O processo de transformação digital permitiu aumentar as vendas através dos canais digitais", refere o documento. "Após a aquisição do Banco Popular, o Santander Totta converteu-se no primeiro banco privado do país tanto em activos como em crédito", acrescenta.

Olhando apenas para o quarto trimestre, o grupo bancário teve lucros de 1.542 milhões de euros, o que representa uma queda de 4% em comparação com os últimos três meses de 2016.

Ana Botín, presidente do banco, assinala em comunicado que "2017 foi, uma vez mais, um bom ano e os resultados que anunciamos hoje mostram a força da nossa dimensão e diversificação".

"A América Latina cresceu fortemente este ano, com uma evolução muito destacada dos nossos negócios no Brasil e México. Foi também um exercício de avanços significativos na Europa, particularmente em Espanha, onde a aquisição do Banco Popular nos ajuda a impulsionar a nossa estratégia e a recuperar a liderança no mercado. A operação permitiu dar estabilidade aos clientes do Popular. Cumprimos todos os nossos objectivos para 2017", acrescentou a líder do banco.




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