Tecnologias Lucros e receitas da Microsoft superam estimativas e acções estendem recordes

Lucros e receitas da Microsoft superam estimativas e acções estendem recordes

A Microsoft reportou um lucro por acção de 98 cêntimos, no seu quarto trimestre fiscal, quando a estimativa apontava para 71 cêntimos. Também o volume de negócios foi superior ao esperado, o que está a animar a negociação das acções no "after-hours" da bolsa norte-americana.
Lucros e receitas da Microsoft superam estimativas e acções estendem recordes
Bloomberg
Carla Pedro 20 de julho de 2017 às 22:38

A tecnológica norte-americana Microsoft, liderada por Satya Nadella desde 2014, duplicou o seu resultado líquido no quarto trimestre fiscal, terminado a 30 de Junho, para 6,51 mil milhões de dólares (83 cêntimos por acção), contra lucros de 3,12 mil milhões (39 cêntimos por acção) no período homólogo de 2016. 


Os lucros ajustados (que excluem alguns itens) foram de 7,66 mil milhões, contra 6,2 mil milhões um ano antes. Neste caso, o lucro por acção superou as previsões, uma vez que ascendeu a 98 cêntimos entre Abril e Junho, quando a média projectada pelos analistas inquiridos pela Bloomberg era de 71 cêntimos por acção.

 

O crescimento do resultado líquido da tecnológica foi impulsionado sobretudo pelo aumento da procura e elevado desempenho do seu segmento da "cloud" (armazenamento de dados na nuvem, através da Azure), no qual a empresa tem vindo a apostar.

 

As receitas ajustadas, por seu turno, aumentaram para 24,7 mil milhões de dólares, contra 22,64 mil milhões um ano antes. E também ficaram acima da estimativa média do mercado, que era de 24,29 mil milhões.

 

O mercado está a recompensar a empresa pelos números divulgados, com as acções da Microsoft a somarem 3,34% para um máximo histórico de 76,70 dólares na negociação fora de horas da bolsa nova-iorquina – depois de terem encerrado a sessão regular já em recordes, ao ganharem 0,49% para 74,22 dólares. 

No passado dia 6 de Julho, recorde-se, a CNBC avançou que a Microsoft estava a planear o corte de "milhares" de postos de trabalho, podendo ascender a 3.000, a maioria dos quais localizados fora dos Estados Unidos no âmbito de uma reestruturação anunciada na véspera.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub