Indústria Não demos troco” às abordagens de compra da Bial
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Não demos troco” às abordagens de compra da Bial

Luís Portela assumiu a liderança da Bial em 1979 e num duplicou a sua facturação . Foi aí que apareceu o primeiro interessado na compra da empresa. A resposta tem sido sempre a mesma: não.
Não demos troco” às abordagens de compra da Bial
Miguel Baltazar
Celso Filipe Rosário Lira 27 de novembro de 2016 às 17:12

Luís Portela assumiu a liderança da Bial em 1979, e num ano duplicou a sua facturação. Foi aí que apareceu o primeiro interessado na compra da empresa. A resposta tem sido sempre a mesma: não.

Já alguma multinacional tentou comprar a Bial?
Várias. Eu sou médico de formação e toda a minha juventude pensei que ia ser médico e dedicar-me aos doentes e à investigação e nos poucos anos que exerci gostei muito de o fazer. O meu pai pressionava-me para fazer Economia ou Farmácia para poder trabalhar na empresa e eu fui rejeitando. A vontade que não lhe fiz em vida fiz-lhe em morte, porque quando ele faleceu aí com 50 anos e eu tinha 20, as circunstâncias da vida fizeram com que eu tivesse começado logo a trabalhar e aos 27 ficasse presidente da empresa. E entre os 20 e os 27 tentei encontrar comprador para a empresa, mas não consegui. Isto em 1977, 78. Eu assumi a liderança da empresa em 1979 e num ano quase duplicámos a facturação. E ao fim de um ano apareceu o primeiro interessado.

E quando é que foi a última proposta?
Já não me lembro porque a partir de certa altura deixei de aceitar.

Mas recentemente receberam propostas?
Não recebemos propostas, mas tivemos algumas abordagens a que não demos troco.

De multinacionais?
Sim. Nós temos um projecto muito bonito de servir os interesses de saúde da população, não só portuguesa, mas a nível global. Nós tínhamos um sonho de o fazer. Foi muito difícil, foi muito complicado, mas foi uma vida dedicada a isso e as coisas correram relativamente bem. E quando tenho dois filhos na administração da companhia, a quarta geração,  a trabalharem de uma forma séria e a procurarem dar continuidade ao projecto, eu não vou vender. Se eles um dia quiserem, poderão fazê-lo. Eu não.

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