Imobiliário LX Factory, uma década a fundir o clássico com o cosmopolita

LX Factory, uma década a fundir o clássico com o cosmopolita

A portuguesa Mainside apostou no espaço em 2008, e quase dez anos depois o sucesso está à vista e há uma longa lista de espera por espaços na LX Factory.
LX Factory, uma década a fundir o clássico com o cosmopolita
Miguel Baltazar/Negócios
Tiago Freire 12 de setembro de 2017 às 23:21
Agora, que o sucesso está à vista, é difícil imaginar o risco da aposta da Mainside, gestora que, em 2008, decidiu aproveitar o espaço industrial da LX Factory como um centro de criatividade.

Naquele espaço, em Alcântara, convivem restaurantes, bares, livrarias, lojas de arte e também escritórios de empresas ligadas a ramos de actividade muito diferentes, atraídos pela aura algo boémia do local.

As instalações estão carregadas de história, tendo um passado sobretudo industrial. A origem do empreendimento vem ainda do século XIX, tendo como primeiro dono a Companhia de Fiação Lisbonense, instalando a Fábrica de Tecidos e Fiação de Algodão de Santo Amaro. Junto à fábrica foi também construída uma vila operária que servia de residência aos trabalhadores e suas famílias, num modelo que contemplava também uma creche e uma escola primária próprias. Será mesmo um dos primeiros exemplos deste tipo de vilas em Lisboa.

Com a falência da Companhia de Fiação Lisbonense, o espaço passou para a Companhia Industrial de Portugal e Colónias e, muito mais tarde, para a Gráfica Mirandela. Durante mais de um século, o som mais forte nos terrenos de Alcântara era o das máquinas de vários tipos. 

Em 2008, dá-se a nova vida do espaço e o nascimento do conceito da LX Factory. O património industrial – nomeadamente os edifícios – foi visto como algo a valorizar, tornando-se atraente para actividades artísticas e de vanguarda. Foram abertos também espaços para acolher empresas e não apenas serviços de venda ao público. Hoje em dia, estão instaladas na LX Factory perto de 200 empresas, com mais de mil trabalhadores, e o espaço tornou-se não apenas um dos mais "trendy" para os lisboetas, mas também para cada vez mais turistas.

Ao que o Negócios apurou, é exactamente esse o conceito que atraiu os investidores franceses. Ou seja, o racional do negócio não passa por mudar o espírito da LX Factory e apostar no imobiliário ou num condomínio residencial. Atraídos pela considerável lista de espera por espaços físicos na LX Factory, a Keys quer reforçar esse modelo. Para tal, pretende requalificar o local, nomeadamente no que toca, por exemplo, à acessibilidade automóvel, recuperar espaços que não estão ainda ocupáveis e expandir a oferta. Outro segmento que poderá vir a ser explorado é a utilização mais intensiva do espaço para a realização de eventos.



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