Banca & Finanças Paulo Macedo vai ganhar o mesmo salário de Domingues

Paulo Macedo vai ganhar o mesmo salário de Domingues

O futuro presidente da Caixa, Paulo Macedo, vai manter o salário de António Domingues, apesar da pressão política dos últimos dias para que o Governo negociasse um salário mais baixo.
Paulo Macedo vai ganhar o mesmo salário de Domingues
Correio da Manhã
O futuro presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, vai manter o mesmo salário que foi atribuído a António Domingues e que causou polémica, apurou o Negócios. O Governo tomou esta decisão apesar da pressão política dos últimos dias para o Executivo aproveitasse a oportunidade para negociar um salário que evitasse focos de tensão.

O salário de Paulo Macedo é o salário do presidente da Caixa, explicou fonte governamental.

António Domingues tem um salário anual de 423 mil euros, acrescido de uma remuneração variável que pode ir até 50% da componente salarial fixa e que depende dos resultados alcançados. 

Nos últimos dias, já depois de ser conhecida a saída de António Domingues da Caixa, Bloco e PCP defenderam, em declarações ao Negócios, que o Governo devia aproveitar esta oportunidade para negociar um salário mais baixo e mantiveram a posição inicial - o salário do presidente da Caixa não deve ultrapassar o do primeiro-ministro.

Também Marcelo Rebelo de Sousa fez saber, através do Expresso, que o salário do novo presidente da Caixa deveria ser inferior ao que ainda é pago a António Domingues.

Além dos parceiros do Governo, também o PSD tem criticado a remuneração do líder da Caixa, defendendo que a regra deve ser o salário do primeiro-ministro, mas admitindo excepções autorizadas pelo ministro das Finanças e que podem permitir um salário igual à média dos últimos três anos no lugar de origem. Esta proposta volta a ser discutida no Parlamento na próxima terça-feira, no âmbito de um projecto lei mais alargado, depois de ter sido chumbada durante o debate do Orçamento do Estado para 2017.

António Domingues demitiu-se da presidência da Caixa a 25 de Novembro, menos de três meses depois de ter iniciado funções.



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mais votado JCG 02.12.2016

Tanta mediocridade, sr. Costa. O caso CGD é uma fileira de garotadas, disparates, mistificações e irresponsabilidades. São factos! Aliás basta atentar no Centeno e no seu adjunto Mourinho para visualizar tais crânios mais numa associação de estudantes do que num Governo. Não tinham nem preparação nem maturidade, mas sobra-lhe arrogância como o Mourinho já mostrou. Repito: são factos.
Em vez de procurarem corrigir erros/ factos o governo, seus elementos, seus apaniguados e lacaios focaram-se nos mensajeiros dos notícias, dos factos.
Agora, mantendo tudo na mesma, num golpe de xico-espertice, vão buscar um fulano que julgam desarmar os mensajeiros.
Note-se que até o PR referiu que lhe parecia melhor solução a de reduzir a remuneração fixa ficando a variável condicionada pelos resultados.
Mas não! Essa gente é mediocre, é incompetente, é teimosa e arrogante.
A CGD tem um problema de custos com o pessoal excessivos. Não convinha a nova administração ter moral para atacar esse problema?

comentários mais recentes
JCG 04.12.2016

Quero saber, insisto, porque razão a CGD, que em 2014 registou prejuizos de 1139 milhões de euros, em 2015 aumentou custos com o pessoal em 15%, de 514,2 para 590,8 milhões, e os custos médios por trabalhador em 21% (atingindo os 70,2 mil euros por cabeça), quando nos outros bancos mais comparáveis tais custos médios se situaram na faixa de 40 a 50 mil euros.
Afinal, a CGD já anda a pagar muito acima do mercado.
Está-se mesmo a ver porque razão os trabalhadores da CGD não se incomodam com as remunerações excessivas que o governo oferece aos administradores: um bom pretexto para exigir igual generosidade. Puro e abjeto oportunismo!
Porque razão ningém fala nisto? Só pode ser por cobardia, por nojenta cobardia e oportunismo. Não se visa a justiça e a ética, antes gerir e servir clientelas.
É que a CGD não é de um qualquer “porco” capitalista milionário; é dos portugueses, incluindo os mais pobres, que pedem emprestado para injetar na CGD e por isso pagam um balúrdio em juros.

nb 03.12.2016

Não está falida a CGD? Então é um tal fartar vilanagem. Os Portugas aguentam tudo com os seus impostos. Onde páram os que só falavam do BPN? Viram agora, que os seus, são tanto aldrabões como os outros?

JCG 03.12.2016

Ao que parece e dada a dimensão do buraco, a CGD devia ser declarada oficialmente em processo de reestruturação, as remunerações acessórias, prémios e bónus todas anuladas; e em vez de dispensaram 30% do pessoal gastando mais um balúrdio (800 a 1000 milhões) , o que deviam fazer era reduzir a remuneração global efetiva e o tempo de trabalho a todos os trabalhadores em 30%. Cada trabalhador passaria a trabalhar 3,5 dias por semana ou alternadamente 4 dias e 3 dias por semana.
É claro que as remunerações oferecidas aos gestores teriam de estar em linha com este plano de austeridade. Por exemplo, as remunerações dos gestores seriam no montante da remuneração mais alta paga a trabalhadores, acrescida de 1 e 2 euros.
É claro que todos os outros custos operacionais também teriam de ser passados a pente fino.
Objetivo de rentabilidade para a CGD: devolver o dinheiro que os contribuintes lá colocaram acrescido dos juros que esse dinheiro custou aos contribuintes.

Frustação, desilusão, injustiça.. 03.12.2016

Tristissimo, deplorável...continuamos na mesma! Os sacrificados são sempre os mesmos, NÓS! O "Povinho", que trabalham arduamente, por vezes até mais de 2 empregos, e como não ganham o suficiente para comer, não podem ter empregada em casa, assim ainda vão para o seu lar e...continuar a trabalhar!

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