Banca & Finanças Magalhães Correia: Seguradoras poderão ocupar papel central da banca

Magalhães Correia: Seguradoras poderão ocupar papel central da banca

As seguradoras poderão vir a aproveitar a transformação tecnológica, por estarem mais desenvolvidas do que os bancos, defende o presidente da Fidelidade. Mas há um problema: não têm sido eficientes.
Magalhães Correia: Seguradoras poderão ocupar papel central da banca
Diogo Cavaleiro 04 de dezembro de 2017 às 18:54

O presidente executivo da Fidelidade, companhia com 31% do mercado segurador nacional, acredita que os seguros poderão ganhar um protagonismo que, no presente, ainda pertence à banca.

 

"Diferentemente de outros sectores, as oportunidades que o sector segurador tem são enormes, poderão mesmo permitir que a indústria venha a ocupar o lugar central para os cidadãos que a banca ocupou no século passado", afirmou Jorge Magalhães Correia na conferência "Portugal Seguros 2017", que teve lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

 

Esta segunda-feira, 4 de Dezembro, o líder da maior companhia seguradora deu um exemplo: "é possível que, em 2050, não precisemos de petróleo, nem de carros, nem de bombas de gasolina e muito menos de taxistas. Mas uma coisa teremos [sempre]: de tratar dos problemas de poupança e de saúde, com uma população mais envelhecida, e de desastres naturais, para os quais não estamos preparados e que serão muito mais frequentes".

 

Mas nem tudo são rosas no sector: é preciso que as companhias se aproximem dos clientes numa altura em que há um risco de disrupção no sector. Jorge Magalhães Correia lembrou que as seguradoras perderam a "exclusividade do conhecimento do risco". Há informação em servidores que estão fora das companhias com informação sobre os riscos dos clientes e capazes de medir o risco "tão bem ou melhor que os actuais modelos". Até aqui não era assim.

 

Outro dos aspectos é a "mutualização quase espontânea dos riscos" com a tecnologia a possibilitar o imediatismo, o que dificulta a relação seguradora. Aliás, na sua intervenção, Magalhães Correia, afirmou que no campo tecnológico, as companhias seguradoras estão mais desenvolvidas que os bancos.

 

"Temos sido bastantes ineficientes", admitiu ainda o líder da Fidelidade, seguradora do grupo Fosun, que acredita que o mercado ganha também com a verticalidade dos negócios – motivo pelo qual, em 2014, comprou a então Espírito Santo Saúde, hoje Luz Saúde. 




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mais votado "Cada macaco no seu galho... Há 1 semana

eu não me canso de falar” – canção de Caetano Veloso/Gilberto Gil.
As Seguradoras são verdadeiros arquétipos para os Bancos em termos de dinamismo comercial e de criatividade no Marketing.
E houve quem terá pensado que a superioridade inegável das Seguradoras naqueles domínios, poderia ser transplantada com igual sucesso para o domínio da Gestão de Ativos (GA).
No entanto tal, regra geral, deu modestos resultados.
Não por falta de competência por parte dos quadros das Seguradoras, mas sim porque, nos tempos atuais a (GA) é uma actividade hiper-competitiva em que a menor vantagem de uns, é alavancada e transformada em inultrapassável desvantagem competitiva de outros.
Ora o tipo de GA em que as Seguradoras estão necessariamente fortemente especializadas, é diferente, pelas suas condicionantes, a uma especializada em fundos de investimento mobiliários, a outra, em fundos imobiliários, a outra, em fundos de pensões e a outra, em gestão de fortunas. Na GA de hoje a especialização é vital.

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"Cada macaco no seu galho... Há 1 semana

eu não me canso de falar” – canção de Caetano Veloso/Gilberto Gil.
As Seguradoras são verdadeiros arquétipos para os Bancos em termos de dinamismo comercial e de criatividade no Marketing.
E houve quem terá pensado que a superioridade inegável das Seguradoras naqueles domínios, poderia ser transplantada com igual sucesso para o domínio da Gestão de Ativos (GA).
No entanto tal, regra geral, deu modestos resultados.
Não por falta de competência por parte dos quadros das Seguradoras, mas sim porque, nos tempos atuais a (GA) é uma actividade hiper-competitiva em que a menor vantagem de uns, é alavancada e transformada em inultrapassável desvantagem competitiva de outros.
Ora o tipo de GA em que as Seguradoras estão necessariamente fortemente especializadas, é diferente, pelas suas condicionantes, a uma especializada em fundos de investimento mobiliários, a outra, em fundos imobiliários, a outra, em fundos de pensões e a outra, em gestão de fortunas. Na GA de hoje a especialização é vital.

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