Empresas Maior empresa europeia de material aeroespacial vai cortar 2 mil postos de trabalho

Maior empresa europeia de material aeroespacial vai cortar 2 mil postos de trabalho

A BAE Systems quer adequar a sua força de trabalho à redução da procura, com a maior parte dos cortes a incidir na unidade de aeronaves militares.
Maior empresa europeia de material aeroespacial vai cortar 2 mil postos de trabalho
Reuters
Negócios 10 de outubro de 2017 às 15:30

A BAE Systems, sediada no Reino Unido, vai cortar cerca de dois mil empregos, para adequar a sua força de trabalho à redução da procura, segundo avançou a empresa esta terça-feira, 10 de Outubro.

 

Em comunicado, a maior companhia europeia de material aeroespacial concretiza que 1.400 desses postos de trabalho são na unidade de aeronaves militares – que emprega cerca de 12.500 funcionários – e 375 na divisão marítima.

 

Apesar de a BAE Systems ter recebido uma encomenda de 24 caças Eurofighter Typhoon do Qatar, no valor de 6,6 mil milhões de libras (cerca de 9,6 mil milhões de euros), o acordo pode demorar meses ou até anos a fechar.  

 

A BAE precisa de alinhar a sua força de trabalho "com a procura de curto prazo", afirmou o CEO, Charles Woodburn, citado pela Bloomberg. "Essas medidas são necessárias e são a coisa certa a fazer pela nossa empresa, mas infelizmente isso implica redundâncias numa série de operações".

 

Em Agosto, a companhia britânica já havia esclarecido que, mesmo que recebessem uma nova encomenda dos Typhoon, isso levaria até 24 meses a impulsionar a produção.

 

O anúncio da nova encomenda acabou por chegar dias depois, a 17 de Setembro, depois de o Qatar já ter acordado a compra de 24 caças Dassault Rafale e 36 F-15s da Boeing.

 

Além da BAE Systems, o consórcio responsável pelo desenvolvimento do Eurofighter Typhoon é constituído pela Leonardo e Airbus. 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar