Banca & Finanças Maiores bancos franceses processam BCE por exigências de capital

Maiores bancos franceses processam BCE por exigências de capital

Os processos interpostos pelo BNP Paribas, Crédit Agricole, Credit Mutuel, Groupe BPCE e La Banque Postale vão ser apreciados no Tribunal de Justiça Europeu.
Maiores bancos franceses processam BCE por exigências de capital
Bloomberg
Negócios 20 de dezembro de 2016 às 14:02

Os maiores bancos franceses decidiram processar o Banco Central Europeu (BCE) com o objectivo de ficarem isentos dos requisitos de capital relacionados com os depósitos que têm estacionads num fundo estatal, avança a Reuters.

Os processos foram colocados nas últimas semanas pelo BNP Paribas, Crédit Agricole, Credit Mutuel, Groupe BPCE e La Banque Postale no Tribunal de Justiça Europeu.

A autoridade monetária da Zona Euro tem sido repetidamente processada por causa do seu programa de compra de activos e por bancos mais pequenos que pretendem com o recurso aos tribunais escapar à supervisão do regulador.

Mas este é o primeiro processo interposto por grandes bancos da Zona Euro e um confronto não habitual entre a elite financeira francesa e o conselho de supervisão do BCE, liderado pela antiga responsável do regulador bancário francês, Daniele Nouy.

Fontes citadas pela Reuters explicaram que os bancos protestam contra as exigências de capital do BCE, que incluem, nos seus cálculos, os depósitos especiais que estes têm junto da instituição de investimento estatal Caisse des Dépôts et Consignations (CDC).

"Estamos a ver os bancos a irem cada vez mais a tribunal desafiar o supervisor", referiu uma fonte citada pela agência noticiosa. "Há alguns anos era impensável".

Em causa nestas contas parqueadas está o produto de contas de poupança isentas de impostos em França, como o "LivretA", que são amplamente utilizadas pelos pequenos aforradores e que totalizavam, no final do ano passado, cerca de 400 mil milhões de euros, de acordo com a Reuters.

 

Mais de metade desse dinheiro é colocado pelos bancos na Caisse des Dépôts et Consignation, que depois utiliza estes fundos para investir em habitação pública e outros projectos.

Os bancos argumentam que essa sua exposição ao CDC não deve contar para o cálculo do seu rácio de alavancagem, uma medida que relaciona o capital de um banco com o total dos seus activos.




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mais votado Anónimo 20.12.2016


ESTADO NÃO DEVE PAGAR REGABOFE DOS LADRÕES FP / CGA


PRINCÍPIO DA CONFIANÇA

Uma leitura cega do princípio da confiança implica, nos dias que correm, violar outros princípios: a justiça e a equidade inter-geracional.

Coloquem-se na pele de um trabalhador no activo: por que razão deve aceitar pagar pensões elevadas quando no seu tempo terá, na melhor das hipóteses, apenas uma reforma de sobrevivência?

Porque deve aceitar hoje sacrifícios extra, quando os pensionistas recusam toda e qualquer mudança?

Os pensionistas representam uma das camadas mais vulneráveis da população e, por isso, devem ser protegidos.
Porém, não são uma realidade homogénea.

Há pensionista que podem e devem dar um contributo mais significativo para ajudar a ultrapassar a crise financeira e económica.

É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA E MORAL.

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Anónimo 20.12.2016


ESTADO NÃO DEVE PAGAR REGABOFE DOS LADRÕES FP / CGA


PRINCÍPIO DA CONFIANÇA

Uma leitura cega do princípio da confiança implica, nos dias que correm, violar outros princípios: a justiça e a equidade inter-geracional.

Coloquem-se na pele de um trabalhador no activo: por que razão deve aceitar pagar pensões elevadas quando no seu tempo terá, na melhor das hipóteses, apenas uma reforma de sobrevivência?

Porque deve aceitar hoje sacrifícios extra, quando os pensionistas recusam toda e qualquer mudança?

Os pensionistas representam uma das camadas mais vulneráveis da população e, por isso, devem ser protegidos.
Porém, não são uma realidade homogénea.

Há pensionista que podem e devem dar um contributo mais significativo para ajudar a ultrapassar a crise financeira e económica.

É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA E MORAL.