Banca & Finanças Mais seis demissões na administração da Caixa

Mais seis demissões na administração da Caixa

Depois de António Domingues ter apresentado a demissão, seis administradores da equipa de gestão da Caixa já comunicaram que renunciaram aos cargos.
Mais seis demissões na administração da Caixa
Miguel Baltazar
Sara Ribeiro 28 de Novembro de 2016 às 08:56

Seis administradores da equipa de António Domingues, que apresentou a demissão da liderança da Caixa, comunicaram que renunciaram aos cargos. Com a saída destes gestores, a equipa de gestão fica apenas com quatro elementos.

Em comunicado enviado à CMVM, a Caixa "informa que o Senhor Dr. António Domingues renunciou ao cargo de Presidente do Conselho de Administração".


O documento adianta ainda que seis, do total da equipa de 11 elementos da CGD, "apresentaram igualmente a renúncia aos cargos de vogais do Conselho de Administração". Emídio Pinheiro, Henrique Cabral Menezes, Paulo Rodrigues da Silva, Pedro Norton, Angel Corcóstegui Guraya e Herbert Walter, os três últimos não executivos, são os nomes em causa. A nota enviada ao regulador não aponta os motivos da saída dos administradores

O anúncio da saída dos gestores acontece no seguimento da demissão de António Domingues, noticiada no domingo, depois da polémica em torno da entrega das declarações de rendimentos dos administradores ao Tribunal Constitucional exigida pelo PSD, CDS e BE.

A equipa de gestão escolhida por António Domingues integra ainda Emílio Rui Vilar, como vice-presidente não-executivo, e João Paulo Tudela Martins, Pedro Leitão e Tiago Oliveira Marques como administradores executivos. São estes últimos quatro nomes que ainda integram o conselho de administração da Caixa e que, ao contrário dos restantes membros da administração, não apresentaram a demissão.

O Negócios noticia hoje que o presidente da Caixa manifestou vontade de sair no final da semana passada por entender que tinha falta de apoio de São Bento e de Belém. Não deverá sair toda a equipa com o presidente da Caixa, que ficará até ao final de Dezembro, sendo que o Governo quer que a escolha do sucessor de Domingues seja feita o mais depressa possível.

Com o Executivo a definir um plano B, circulavam nomes para o lugar de António Domingues:  Paulo Macedo, Carlos Tavares e Nuno Amado eram alguns dos nomes que circulavam nos corredores de São Bento e Belém como hipóteses de trabalho.

Paulo Macedo, soube-se dias mais tarde, será preferido pelo Governo para outras funções. O antigo ministro da Saúde de Pedro Passos Coelho, poderá vir a ser um dos próximos vice-governadores do Banco de Portugal, avançava o jornal Público.


Apesar de quatro membros da administração não terem pedido demissão, não é certo que fiquem no banco público, já que deverá ser o próximo presidente a definir a sua equipa.

Composição da administração da Caixa: 

Presidente
António Domingues. (pediu demissão)

Vice-Presidente Não Executivo
Emílio Rui Vilar.

Administradores Executivos
Emídio José Bebiano e Moura da Costa Pinheiro. (pediu demissão)
Henrique Cabral de Noronha e Menezes. (pediu demissão)
João Paulo Tudela Martins.
Paulo Jorge Gonçalves Pereira Rodrigues da Silva. (pediu demissão)
Pedro Humberto Monteiro Durão Leitão.
Tiago Ravara Belo de Oliveira Marques.

Administradores Não Executivos
Angel Corcóstegui Guraya. (pediu demissão)
Herbert Walter. (pediu demissão)
Pedro Lopo de Carvalho Norton de Matos. (pediu demissão)


(Notícia em actualizada às 9:04)

 




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mais votado Anónimo Há 1 semana


Um governo de ladrões

PS - PCP - BE - e seus apoiantes

Asneiras atrás de asneiras… roubos atrás de roubos!

comentários mais recentes
valeaquilino Há 1 semana

Considerando que a renúncia ao desempenho das funções na CGD, se deve à não apresentação da declaração de "património", leva-me a pensar e não só a mim certamente, que o tal "património" talvez não tenha sido adquirido de uma maneira clara.
Parece-me pois que seria um bom motivo para o Ministério Público proceder à respectiva investigação.
Porque será que o enriquecimento ilícito ainda não foi criminalizado ?
O que é que os deputados da A. R. têm a temer/ esconder?

J. SILVA Há 1 semana

Os demissionários são da comissão executiva. Os restantes (penso que 12) serão os não executivos, ou seja os boys que só estão lá para receber o vencimento e mover influências, e não arredam pé mesmo que haja um terramoto. Isto diz bem da estirpe desta gente, o mínimo era pôr o lugar à disposição

RUA !!!! Há 1 semana

Expulsemos os políticos indignos do PSD. Na politica não vale tudo. Antonio Domingues não é politico. Quando muito poderia ser atacado por falhas técnicas. Mas os frustrados políticos do PSD trouxeram para a ribalta ataques pessoais, pretendendo com isso atingir o governo. Não o conseguiram.

Anónimo Há 1 semana

Nao posso acreditar que o Tudela, Pedro Leitao e Tiago Marques trairam o Domingues e estão a fazer se à indemnização. Esperemos que a imprensa crucifique estes três Pontius Pilates.

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