Imobiliário Mapa: Odivelas, Amadora e Matosinhos lideram subidas nos preços das casas

Mapa: Odivelas, Amadora e Matosinhos lideram subidas nos preços das casas

A avaliação bancária aumentou, em todos as cidades, no ano passado. Odivelas, Amadora e Matosinhos foram as cidades onde se verificaram as maiores subidas da avaliação usada pelos bancos no crédito. Pelo contrário, Barcelos, Gaia e Porto registaram os menores avanços.

1.150 euros. Este é o valor de cada metro quadrado em Portugal. Trata-se do valor mais elevado desde Maio de 2011, mês marcado pela chegada da troika. Considerando as principais zonas urbanas do país, o valor que é usado como referência pelos bancos para a concessão de crédito aumentou, em média, quase 9%, em 2017, o que representa o melhor ano desde 2011.

Pelo nono mês consecutivo, a avaliação bancária aumentou, em Dezembro. Atingiu os 1.150 euros por metro quadrado, completando uma subida de 4,5% face ao mesmo mês de 2016. No entanto, se forem consideradas as principais zonas urbanas do país, a subida é ainda mais expressiva: atinge os 8,93%. No ano anterior, tinha avançado 7,03%, pelo que 2017 foi o melhor ano para a avaliação bancária desde que o INE começou a divulgar os dados, em 2011.

"A sanidade do mercado imobiliário português" é o factor que justifica esta evolução positiva, considera Luís Lima. Para o presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), "estes valores reflectem a confiança do sector financeiro no mercado, bem como a sua abertura à concessão de crédito".

Já Rui Serra acredita que há cinco factores a justificar esta evolução.  Além da "maior disponibilidade de crédito por parte dos bancos", o economista-chefe da Caixa Económica Montepio Geral aponta a "melhoria da situação da economia portuguesa", a "crescente importância do turismo nos centros das principais cidades", "uma maior atractividade do país em termos internacionais" e o facto de o peso das transacções "resultantes de execuções hipotecárias (são feitas normalmente a desconto) estar a descer também pressiona em alta os preços".

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Há risco de "bolha"?

Odivelas, Amadora e Matosinhos foram as cidades que registaram a maior subida da avaliação bancária: 16,5%, 16% e 12,3%, respectivamente. "Em termos nacionais, dificilmente teremos uma bolha imobiliária. Mas não há dúvidas de que, em determinadas zonas de Lisboa, Porto e Algarve, há já localizações em que se está a entrar neste território, gerando pequenas bolhinhas que são acentuadas com a inexistência de ‘stock’ que dê resposta à procura", adianta o presidente da APEMIP. Também Rui Serra explica que, a nível nacional, "não existem sinais de uma sobrevalorização dos preços das casas", "mas poderá haver sempre preços localmente especulativos (como tem acontecido em alguns bairros de Lisboa)". 




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comentários mais recentes
Anónimo 27.01.2018

Esta da "bolhinha" ainda não tinha ouvido. Lindo!

Ze 27.01.2018

Também são os turistas e o AirBnB. Espero bem que estes gananciosos das imobiliárias voltem toidos para o desemprego. Já Já!

General Ciresp 26.01.2018

Como e do conhecimento de todos 1 balanca e composta de 2 pratos,Foi assim ontem,vai ser assim amanha.Antes da crise os 2 pratos imobiliarios funcionavam desta maneira:Descia os juros,subia o preco delas e vice versa.Mas hoje as rendas das casas e q estao a empurrar os precos das casas p. n.recordes

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