Telecomunicações Marcas PT e Meo vão desaparecer. Altice passa a marca global

Marcas PT e Meo vão desaparecer. Altice passa a marca global

As marcas PT e Meo vão mesmo desaparecer até ao segundo trimestre de 2018. A insígnia Altice vai passar a representar todas as operações do grupo a nível mundial.
Marcas PT e Meo vão desaparecer. Altice passa a marca global
Paulo Duarte/Negócios
Sara Ribeiro 23 de maio de 2017 às 15:02

Até ao segundo trimestre de 2018 as marcas PT e Meo vão desaparecer e passam a designar-se Altice. A alteração foi anunciada esta terça-feira pelo grupo francês, num encontro com jornalistas em Nova Iorque.

 

A mudança das marcas decorre no âmbito da estratégia da criação de uma marca global única para todos os países onde a Altice está presente, onde se incluem Portugal, EUA, França, Israel e República Dominicana.

 

"Achámos que era o momento certo para ter uma marca única", disse Michel Combes, presidente executivo do Grupo Altice. "Estamos a tornar-nos mais do que uma empresa de telecomunicações", acrescentou.

 

Os activos de media e as marcas com públicos-alvo "mais especializados, não vão mudar", detalhou. O que se aplica às marcas Sapo, Moche e Uzo, tal como o Público tinha noticiado.

 

No campo empresarial, as ofertas em todos os países vão passar a designar-se Altice Business.

 

"A Altice entra hoje numa nova era. Este é o nosso caminho", sublinhou Michel Combes. "O que nos faltava até agora era uma marca global única que reflectisse a natureza internacional e digital do nosso grupo e que reforça a força das nossas marcas e que vai reinventar o futuro", acrescentou.

 

A mudança de todas as marcas nos vários países onde a Altice está presente, que vai ser efectuada gradualmente,  será concluída nos próximos 12 meses.

 

A República Dominicana vai ser o primeiro país onde o grupo vai começar o "rebranding", devendo ficar concluído no terceiro trimestre deste ano.

 

Mudanças em Portugal arrancam "em breve"

 

Questionado sobre o arranque do processo em Portugal, que vai incluir mudanças nas lojas, equipamentos e edifícios, Michel Combes referiu apenas que será "em breve", não se comprometendo com datas e prazos. 

 

O gestor referiu que a operação em Portugal deverá acontecer ao mesmo tempo que for implementada no mercado francês. "Temos de seleccionar o melhor timing para fazer esta transição", apontou.

 

Michel Combes escusou-se a detalhar o investimento da criação da marca global, que inclui um novo logotipo e a assinatura "Together has no limits". A campanha a nível global vai arrancar "nos próximos dias", mas a nova marca está já visível nos ecrãs gigantes de Times Square, em Nova Iorque.

 

Cristiano Ronaldo vai continuar a ser o embaixador da marca, até porque "faz parte da família Altice" e traduz os valores da marca: "global, rápido, corajoso". "Estamos muito satisfeitos com o Ronaldo. É uma das nossas pessoas icónicas", sublinhou.

 

Nova Iorque foi o palco escolhido para a apresentação da nova marca global do grupo, que está a ser transmitida em streaming para os cerca de 50 mil trabalhadores "da família Altice", sublinhou, acrescentando que "as pessoas são o nosso melhor activo".

 

A criação da marca única segue em linha com a estratégia global delineada pelo grupo para todos os mercados onde está presente, que assenta "na convergência de activos de telecomunicações, conteúdos e publicidade", relembrou durante a visita aos EUA.

 


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mais votado Anónimo Há 10 horas

Em 2006 e no tocante ao sector das telecomunicações, já se fazia isto nas economias e sociedades mais avançadas, as que não perdem soberania, não vão à falência, não pedem resgates, não têm pobres a ganhar ordenado mínimo: "France Telecom’s hair shirt may not be as uncomfortable as it appears. The French telecoms operator seems to have set itself a superhuman task in ditching 17,000 jobs. It is also to cut E2bn from its other running costs. But in spreading the cuts over three years, it looks to have given itself a handy margin for error. Take the job cuts. At below 6,000 a year, they are less ambitious than Deutsche Telekom is attempting. What’s more, they represent half the number that FT managed in 2004, the last year for which full figures are available. In 2002, FT cut three times as many. And it still has stacks of dead wood to chop out" https://www.breakingviews.com/considered-view/france-telecoms-17000-job-cuts-look-modest/

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Anónimo Há 4 semanas

Mas será que não param de pagar subsídio a este energúmeno que vem para aqui sempre falar em mercado laboral em rigidez fracasso da economia em deitar a baixo, mas o Sr. Anónimo baseia a sua tese em que fontes. É que já enjoa sempre a mesma lenga lenga... deixe-nos trabalhar e vá à sua vidinha...

AAAA Há 5 horas

COMO EM POUCOS ANOS SE DESTRUIU UMA MARCA NACIONAL. TANTOS OS LADRÕES, CORRUPTOS E TRAIDORES ENVOLVIDOS, ENTRE "POLÍTICOS", "ADMINISTRADORES" E "ADVOGADOS". DERAM TOTALMENTE CABO DE UMA MARCA QUE APESAR DE TUDO OSTENTAVA O NOME PORTUGAL E QUE PODIA SER GRANDE. NEM UM PRESO. TRIBUNAIS PARA QUÊ? NADA.

Jorge Silva Há 6 horas

Anónimo. Ainda na semana passada, estive com um alemão e um polaco...pois ficas a saber, que se fizer falta um empregado realizar uma única hora extra que seja, é obrigado a pedir ao sindicato. E se o sindicato dizer que não, é Não mesmo!!! Falas, falas...devias era de trabalhar mais e falar menos!

Anónimo Há 10 horas

Em 2006 e no tocante ao sector das telecomunicações, já se fazia isto nas economias e sociedades mais avançadas, as que não perdem soberania, não vão à falência, não pedem resgates, não têm pobres a ganhar ordenado mínimo: "France Telecom’s hair shirt may not be as uncomfortable as it appears. The French telecoms operator seems to have set itself a superhuman task in ditching 17,000 jobs. It is also to cut E2bn from its other running costs. But in spreading the cuts over three years, it looks to have given itself a handy margin for error. Take the job cuts. At below 6,000 a year, they are less ambitious than Deutsche Telekom is attempting. What’s more, they represent half the number that FT managed in 2004, the last year for which full figures are available. In 2002, FT cut three times as many. And it still has stacks of dead wood to chop out" https://www.breakingviews.com/considered-view/france-telecoms-17000-job-cuts-look-modest/

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