Banca & Finanças Marcelo: importante é a "luz verde" à recapitalização da CGD e não "pormenores"

Marcelo: importante é a "luz verde" à recapitalização da CGD e não "pormenores"

"O que importa não são os pequenos pormenores do dia a dia, o que importa é a linha do futuro", afirmou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Marcelo: importante é a "luz verde" à recapitalização da CGD e não "pormenores"
Bruno Simão/Negócios
Lusa 25 de novembro de 2016 às 19:03
O Presidente da República alertou que o "que é importante" quanto à Caixa Geral de Depósitos é a "luz verde" das instituições europeias para a reestruturação e recapitalização do banco público e que "tudo o resto" é "menos importante".

"O que era importante era saber se o Banco Central Europeu e a Comissão europeia permitiam ou não pôr de pé o plano de reestruturação e a recapitalização, se, portanto, a Caixa ia ter meios para oferecer ainda mais e melhores condições à economia portuguesa. Isso foi garantido", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à margem de uma visita ao Centro Clínico Académico, nas instalações do Hospital de Braga.

O chefe de Estado salientou o papel da Caixa Geral de Depósitos para a economia do país, reafirmando que o importante "é a linha do futuro" e não "pormenores do dia-a-dia", sem responder se a questão da apresentação ou não das declarações de rendimentos dos gestores daquele banco são, ou não, um desses pormenores.

"Os portugueses são muito sabedores, já perceberam que [a Caixa Geral de Depósitos] é uma instituição fundamental para a economia do país e uma instituição forte que pode ficar mais forte, o que importa não são os pequenos pormenores do dia a dia, o que importa é a linha do futuro", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.



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mais votado JCG 25.11.2016

Não será bem assim. Afinal são os promenores agrupados que constituem a grandes coisas.

As trapalhadas a vários títulos e feitios associadas à constituição de uma equipa de gestão para a CGD, as garotices de garotelhos do Governo, o atropelo a normas essenciais do decoro, a atitude arrogante e alarve dos designados, arrogando-se à condição de casta superior e intocável, tudo isso emite sinais quer para a sociedade em geral - péssimos exemplos e pedagogia negativa - quer para a credibilidade da CGD perante a atividade e clientes, quer para dentro, para os trabalhadores, para a coesão interna, para o seu empenho e colaboração, e, em consequência, para os resultados de exploração e para o cumprimento do dever da CGD para com os seus acionistas que é de remunerar devidamente o capital que lá injetaram.
Sr PR, começo a ficar farto de o ouvir. Começo a ficar saturado de quase todos os dias haver notícia de mais umas condecorações a propósito de tudo e mais alguma coisa. Requer-se contenção.

comentários mais recentes
JCG 27.11.2016

Há anos atrás, já não me recordo há quantos, quando Marcelo apareceu na TV, creio que na TVI, com as suas rábulas, creio que aos Domingos à noite, durante algum tempo fiz questão em ver o Marcelo.
Com o tempo, vários anos, comecei a ver Marcelo como um artista de variedades de feira de província e fui deixando de ver o seu programa.
Reconheço, apenas, que Marcelo é um tipo porreiro, eventualmente um bom e divertido companheiro para animar uma farra ou uma excursão ao palácio dos leitões, por exemplo.
Não votei nele (votei em Henrique Neto) e estou receoso com o seu desempenho, tipo nova versão alegre do anterior pai austero.
Mas, os portugueses que cresçam e amadureçam e que troquem de afectos em família, em vez de andarem a babar-se por um afecto ou afago de Marcelo.
Todavia, Marcelo podia ir plantando alguns pilares e referências responsáveis, mas não: digamos que é capaz de ir animando a farra excursionista até quando o autocarro já estiver a despenhar-se na ravina. Tipo Titanic.

JCG 27.11.2016

Nunca atribuí grande cotação a Cavaco Silva (numa escala de 0 a 20 dou-lhe um 11) em qualquer das dimensões humanas - acho-o intelectualmente limitado, até no uso da língua portuguesa - nem enquanto economista, campo em que me parece manifestamente medíocre. Um mero contabilista de mercearia que fez um trabalho de contabilista numa universidade inglesa e conseguiu um título de doutor.
Mas não sou adepto de uma postura muito portuga (também não sei como são os outros) que é a de justificar aspectos negativos de alguém com aspectos negativos de terceiros. Creio que é possível comparar alguém o seu comportamento numa função ou em geral com um referencial teórico que pareça desejável. No meu entender, desde 1974 não tivemos líderes à medida das necessidades de condução dos portugueses para um patamar cívico e civilizacional superior. Tirando talvez Eanes que deu alguns exemplos de integridade. E o (bom) exemplo vindo de cima é crucial.

Será ? 26.11.2016

Caro JCG, será que te preocupavas tanto que o Presidente seja uma "referência cívica" (o que subscrevo inbtegralmente), no tempo em que ocupava o Palácio de Belém o sinistro e de má memória Cavaco ?

JCG 26.11.2016

Enquanto português que sou preocupo-me com o meu país e quero o melhor para os portugueses em geral. Nessa linha, e dada a enorme confusão em que laboram a maior parte dos portugueses, desejo que o PR seja uma referência cívica e intelectual que ajude a orientar a manada e não um artista de variedades de feira e ou um fazedor de imbecis como o que me mandou umas bocas.

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