Web Summit Marcelo quer mais acordos de regime como o que levou à Web Summit

Marcelo quer mais acordos de regime como o que levou à Web Summit

O Presidente da República diz que o evento de inovação que agora decorre em Lisboa só foi possível "porque um governo de centro direita preparou o caminho para um governo de esquerda poder concretizar", pedindo agora que isso se reflicta em entendimento para um "acordo de concertação social a médio prazo".
Marcelo quer mais acordos de regime como o que levou à Web Summit
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 08 de Novembro de 2016 às 16:44

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje a Web Summit um exemplo de um acordo de regime que deve continuar a ser seguido em Portugal.

 

Em declarações aos jornalistas em Viseu, Marcelo Rebelo de Sousa disse que faz falta a Portugal "haver, nalguns domínios, mais acordos de regime, e a Web Summit é um exemplo de um acordo de regime".

 

"Só foi possível porque um governo de centro de direita preparou o caminho para um governo de esquerda poder concretizar. Isso é positivo e faz falta um acordo de concertação social a médio prazo", afirmou, fazendo votos para que "possa ser viável nos próximos tempos".

 

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no final da inauguração do novo Centro de Inovação Tecnológica de Viseu da IBM.

 

Trata-se de um novo centro 'nearshore', ou seja, de prestação de serviços a partir de Viseu para o mundo, inaugurado no âmbito das comemorações dos 78 anos da IBM em Portugal.

 

Ao discursar durante a cerimónia, o Presidente da República falou na "feliz coincidência" de a inauguração do centro de Viseu acontecer enquanto decorre a Web Summit, em Lisboa.

 

"Para se chegar à Web Summit foi um longo percurso, mostrando como é fundamental planear a médio a longo prazo e haver uma visão de regime", frisou.

 

A Web Summit é uma conferência global de tecnologia, inovação e empreendedorismo que decorrerá até quinta-feira, onde são aguardados mais de 50.000 participantes, de mais de 165 países, incluindo mais de 20.000 empresas, 7.000 presidentes executivos e 700 investidores.

 

Na sua opinião, "só há essa cimeira hoje em Portugal porque o Governo anterior preparou esse caminho e porque este Governo soube retomar o testemunho do Governo anterior".

 

"Não é possível pensar Portugal em termos futuros senão a médio e longo prazo, para além dos ciclos políticos das legislaturas, para além da sucessão dos governos, para além das orientações dos governos", acrescentou.

 

Dirigindo-se ao presidente da IBM Portugal, António Raposo de Lima, o Presidente da República desafiou-o a, ainda no decurso do seu mandato, "promover parcerias criando outros centros de inovação tecnológica".

 

"Ao ritmo de três em três anos cabe no mandato presidencial, resta saber onde será, é uma questão de imaginação", gracejou.

 

Sendo António Raposo de Lima natural de São Miguel, Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu: "sem querer pressionar a IBM, sabendo que o senhor presidente é açoriano, penso que não há razão nenhuma para ter qualquer trauma genético que o leve, em homenagem à isenção, a optar sistematicamente pelo continente e nunca pela realidade das regiões autónomas".

 

A criação do novo centro de Viseu surgiu da necessidade de criar um espaço de competências complementar ao Centro Tecnológico de Tomar, inaugurado em 2013, de forma a trabalharem em sinergia.




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mais votado matita42 Há 4 semanas

Parece-me vergonhoso que este governo nunca tenha falado nisto nem convidado nenhuma personalidade que trouxe o evento para Portugal, por pertencerem ao governo anterior. É preciso que o PR venha a público lembrar que não foi um evento nascido e criado por este governo.

comentários mais recentes
pertinaz Há 3 semanas

DESGOVERNO DE ESQUERDA NÃO PASSA DE UMA CAMBADA DE ORDINÁRIOS

NEM SEQUER CONVIDARAM QUEM ESTEVE NA ORIGEM DO PROCESSO

COLHEM LOUROS DO QUE NÃO FAZEM NEM SABEM FAZER

matita42 Há 4 semanas

Parece-me vergonhoso que este governo nunca tenha falado nisto nem convidado nenhuma personalidade que trouxe o evento para Portugal, por pertencerem ao governo anterior. É preciso que o PR venha a público lembrar que não foi um evento nascido e criado por este governo.

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