Banca & Finanças Marcelo: "Não é possível nem desejável" salários iguais em bancos públicos e privados

Marcelo: "Não é possível nem desejável" salários iguais em bancos públicos e privados

Depois dos avisos feitos aquando da aprovação do fim dos tectos salariais na CGD, o Presidente da República criticou esta quarta-feira a ideia de haver salários iguais em bancos públicos e privados, algo que considera não ser "desejável".
Marcelo: "Não é possível nem desejável" salários iguais em bancos públicos e privados
Lusa 19 de Outubro de 2016 às 19:14
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quarta-feira, 19 de Outubro, que "não é possível nem desejável" pagar aos administradores de um banco com fundos públicos o mesmo valor que aos administradores de um banco privado. "Se há fundos públicos, não é possível nem desejável pagar o que se pagaria se fosse um banco privado sem fundos públicos", disse o chefe de Estado aos jornalistas em Braga.

Marcelo Rebelo de Sousa remeteu para a posição que assumiu em Junho, quando promulgou um diploma sobre o estatuto do gestor público.

O Presidente disse que antes da promulgação já havia a prática de gestores públicos poderem ter vencimentos acima do primeiro-ministro, mas sublinhou que, na altura, chamou a atenção para o facto de o Governo dever "estar muito atento" ao valor que fosse fixado e obrigar a que esses valores fossem acompanhados de resultados.

"Devia atender ao resultado da gestão, para não ficar a sensação de que havia valores muito elevados não acompanhados de resultados positivos", acrescentou. Disse ainda que, aquando da promulgação, também lembrava que bancos privados tinham cortado os vencimentos dos administradores até 50 por cento, quando receberam dinheiros públicos.

"Num banco onde há dinheiro público, tem de haver esse tipo de prática que houve nos bancos privados. (...) É essa a minha posição de princípio, não mudo de ideia", rematou.

O novo presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai ganhar 423 mil euros anuais e os vogais executivos vão auferir 337 mil euros por ano, anunciou na terça-feira o ministro das Finanças no Parlamento.

Em resposta a uma questão do deputado social-democrata Duarte Pacheco sobre quais os salários auferidos pelo novo Conselho de Administração do banco público, Mário Centeno disse que o presidente do Conselho de Administração vai ganhar 423 mil euros anuais, que os vogais executivos vão auferir 337 mil euros por ano e que os vogais não executivos vão ganhar 49 mil euros anuais.

O governante explicou que "a política remuneratória dos administradores da Caixa corresponde à mediana no sector em Portugal", uma métrica que, segundo o ministro, não influencia o mercado "nem no sentido de o inflacionar nem no de [estes salários] estarem fora do mercado".



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mais votado JCG Há 3 semanas

A voracidade gananciosa e oportunista dessa gente – membros do governo e deputados que decidem estas coisas - é de tal ordem que estão-se completamente borrifando para os sinais e impactos fortemente corrosivos e também justificativos que estas decisões têm na opinião pública e no grosso dos portugueses.

Trata-se de uma péssima pedagogia que estimula comportamentos oportunistas em quem procura pretextos justificativos para os seus próprios actos e gera um sentimento de profunda desmotivação e ressentimento social em quem procura seguir a vida com integridade.

comentários mais recentes
SALAZAR Há 2 semanas

MARCELO É CORRUPTO. SEMPRE FOI. E OS OTÁRIOS DOS TUGAS VOTARAM NESTE PAPAGAIO SEM COLUNA VERTEBRAL. TÊM O QUE MERECEM.

Anónimo Há 2 semanas


Um governo de ladrões

PS . BE . PCP - ESTRAGAM A VIDA A 9 MILHÕES DE PORTUGUESES

Para dar mais dinheiro e privilégios a 1 milhão de FP e seus pensionistas.


Mr.Tuga Há 2 semanas

E então Vª Ex.ª não actua?!?!?!?!!?!?!?

Tragam a Maria Leal Há 3 semanas

Metam a Maria Leal no Conselho de Administração que desaparecem todos num ápice

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