Empresas Março inverte ciclos de subida nas insolvências e criação de empresas

Março inverte ciclos de subida nas insolvências e criação de empresas

Ao terceiro mês do ano, as acções de insolvência pararam de subir, mas também a constituição de empresas foi mais moderada em relação ao arranque de 2018, segundo o relatório mensal da Iberinform.
Março inverte ciclos de subida nas insolvências e criação de empresas
Bloomberg
António Larguesa 10 de abril de 2018 às 12:12

O número de insolvências em Portugal baixou 10,2% em Março, em relação ao mesmo mês do ano passado, para um total de 607 casos. O comportamento registado pela Iberinform no terceiro mês deste ano inverte o ciclo de subida que se tinha verificado no início de 2018.

 

Depois de em Janeiro se ter verificado um recorde de insolvências em quatro anos e de Fevereiro ter ditado também uma subida de 14,7%, ao dobro do ritmo das novas empresas, em Março este movimento foi contrariado. Ainda assim, foi insuficiente para impedir que o primeiro trimestre tivesse encerrado com mais 22 acções do que no período homólogo, num total de 1.884.

A análise desta filial da Crédito y Caución mostra que Lisboa (542) e Porto (397) se mantêm como os distritos com mais insolvências. Porém, enquanto na região da capital a comparação homóloga mostra uma diminuição de 2,5%, a Norte a tendência é inversa, tendo estas acções aumentado 4,2% no primeiro trimestre.

 

Telecomunicações (-33%), Hotelaria e Restauração (-13%) e Transportes (-7%) são os sectores em que as notícias têm sido menos más no que toca às insolvências registadas até Março. Em sentido inverso, face a 2017 o número de casos é crescente na Indústria Extractiva (100%), Agricultura, Caça e Pesca (23%), Electricidade, Gás, Água (17%) e Comércio de Veículos (15%).

 

E se nas insolvências o panorama melhorou em Março, nas constituições houve um abrandamento do ritmo com que o ano se tinha iniciado. O número de novas empresas baixou 1,8%, num total de 4.164, fixando em 9,4% o crescimento acumulado no primeiro trimestre de 2018. Em conjunto, os distritos de Lisboa e Porto representaram mais de metade (52%) dos negócios criados no país.




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