Banca & Finanças Mário Leite Silva: operação do BFA "é um caso financeiro de sucesso"

Mário Leite Silva: operação do BFA "é um caso financeiro de sucesso"

Mário Leite Silva, novo presidente do conselho de administração do BFA, traça ao Negócios as linhas do futuro do banco , o qual passa a ser detido maioritariamente pela Unitel.
Mário Leite Silva: operação do BFA "é um caso financeiro de sucesso"
Miguel Baltazar
Celso Filipe 05 de janeiro de 2017 às 20:50

Mário Leite Silva considera, em declarações ao Negócios, que a compra de 2% do Banco de Fomento Angola (BFA) por parte da Unitel ao BPI é um "caso financeiro de sucesso".

Mário Leite Silva, que vai assumir o cargo de presidente do conselho de administração do BFA, diz que um dos objectivos do novo accionista maioritário é "assegurar a posição internacional do BFA como banco de referência junto de investidores e demais parceiros".

"Temos muito orgulho na operação que agora conseguimos concluir. Pela sua dimensão e complexidade este é, sem dúvida, um caso financeiro de sucesso. O BFA vai manter os processos de criação de valor, afirmando-se como uma instituição cada vez mais eficiente financeira e operacionalmente, nunca deixando de preservar a solidez do balanço e a posição de capital", afirma o também presidente do conselho de administração da Santoro, ‘holding’ que integra vários negócios de Isabel dos Santos.

Com esta aquisição, a Unitel, operadora de telecomunicações angolana onde Isabel dos Santos é accionista de referência, passa a deter 51,9% do capital do BFA, ficando os restantes 41% nas mãos do BPI.

Questionado sobre o futuro do BFA, Mário Leite Silva disse ao Negócios acreditar que o banco "continuará a contribuir para o crescimento do sistema financeiro angolano, mantendo uma estreita colaboração e harmonia com as autoridades de supervisão e com as demais autoridades".

Outro dos objectivos definido por Mário Leite Silva é o de "assegurar a posição internacional do BFA como banco de referência junto de investidores e demais parceiros, mantendo em simultâneo a coesão accionista. Paralelamente, vamos dinamizar competências próprias, seja ao nível dos recursos humanos, seja ao nível de sistemas, transformando o BFA num pólo central de competências no sector bancário da África Austral."

esta quinta-feira, 5 de Janeiro, em comunicado enviado à CMVM, o BPI informou que foi concretizada, por parte do BFA, a transferência de dividendos relativos aos exercícios de 2015 (36,9 milhões de euros) e 2014 (29,2 milhões de euros). 

"O Banco BPI vem nesta data informar que a transferência daqueles dividendos se concretizou, tendo o valor global de 73.4 milhões de dólares (66,1 milhões de euros) sido recebido na conta do Banco BPI junto do seu banco correspondente internacional para dólares norte-americanos", adianta o banco liderado por Fernando Ulrich.

 


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comentários mais recentes
Anónimo 05.01.2017

Não acredito na gestão à portuguesa!Vai ser uma questão de tempo vamos assistir ao mesmo filme .Como a justiça trabalha ao relanti nem tem experiência a lidar com este tipo de problemas,lá vem o Estado injectar mais uns milhões de euros correspondente aos que foram desviados pelos mesmos...

Luis Capello Osório Saraiva 05.01.2017

Tipico sucesso à portuguesa, daqui a uns tempos vamos ver o falhanço.

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