Comércio Marks & Spencer fecha todas as lojas fora do Reino Unido

Marks & Spencer fecha todas as lojas fora do Reino Unido

A retalhista britânica, que anunciou uma descida nos lucros, decidiu focar-se no mercado interno e dar prioridade ao negócio da alimentação em detrimento do vestuário.
Marks & Spencer fecha todas as lojas fora do Reino Unido
Bloomberg
Nuno Carregueiro 08 de Novembro de 2016 às 10:44

A Marks & Spencer (M&S) anunciou esta terça-feira, 8 de Novembro, um plano radical de fecho de lojas, abandonando por completo o mercado internacional, onde ainda detinha 53 pontos de venda próprios em 10 países.

 

Vai também encerrar 30 lojas no Reino Unido, como resposta à deterioração dos resultados, com a estratégia delineada pelo novo CEO da companhia, Steve Rowe, a passar também pelo maior foco no retalho alimentar, em detrimento do vestuário. O anterior presidente da empresa demitiu-se em Janeiro deste ano devido ao declínio das vendas.

 

A firma com 132 anos de história teve no passado uma forte presença internacional, tendo nos últimos anos vindo a recuar nesta estratégia. A saída do mercado português foi anunciada em 2001, com o encerramento das lojas na Guerra Junqueiro e no centro comercial Colombo.  

 

"São decisões difíceis, mas vitais para construir um futuro para a M&S que é mais simples, mais relevante, multi-canal e focado em atingir retornos sustentáveis", afirmou o CEO da empresa.

 

A M&S vai reposicionar cerca de 25% das suas lojas no Reino Unido, com várias a encerrarem e outras a passarem a vender apenas produtos alimentares. Este programa de reestruturação vai custar 50 milhões de libras nos próximos três anos, existindo a expectativa de gerar retornos de 100 milhões de libras no quarto e quinto ano.

 

A saída do mercado internacional, incluindo em países como a França e a China, vai custar entre 100 a 200 milhões de libras no espaço de 12 meses. Continuará a existir lojas M&S no exterior, mas em regime de franchising.

 

As novidades foram anunciadas no mesmo dia em que a M&S revelou uma queda de 18,6% nos lucros do primeiro semestre fiscal (seis meses terminados em Outubro).  As acções da empresa reagem em alta ligeira, com uma valorização de 0,5% na Bolsa de Londres.




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