Banca & Finanças Marques Mendes diz que Governo tentou convencer Domingues a recuar na demissão

Marques Mendes diz que Governo tentou convencer Domingues a recuar na demissão

"Entre sexta-feira e hoje (...) foram feitas várias tentativas de que ele recuasse na sua decisão", sem êxito, explicou o comentador social-democrata na noite deste domingo, na SIC.
Marques Mendes diz que Governo tentou convencer Domingues a recuar na demissão
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 27 de Novembro de 2016 às 22:35
O Governo tentou que o presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) demissionário, António Domingues, recuasse na decisão de abandonar o cargo, disse hoje o comentador Luís Marques Mendes na SIC.

Marques Mendes revelou que foi na quinta-feira, após a aprovação com os votos de três partidos -- BE, PSD e CDS -- de uma norma obrigando os actuais administradores da CGD a entregarem no Tribunal Constitucional as declarações de património, que António Domingues "manifestou a intenção de sair" e "na sexta-feira apresentou o pedido por escrito ao presidente do conselho fiscal da CGD".

"Entre sexta-feira e hoje - e por isso é que o Ministério das Finanças só anunciou hoje a demissão - foram feitas várias tentativas de que ele recuasse na sua decisão", sem êxito, explicou o comentador social-democrata.

Na sua opinião, a promessa feita a António Domingues de que não teria de apresentar qualquer declaração de rendimentos "nunca devia ter sido feita".

"Eu julgo que António Domingues, apesar de ter de ir apresentar ao Tribunal Constitucional as declarações de rendimentos, pensava que elas permaneceriam confidenciais, mas, com a aprovação desta norma [uma proposta do PSD introduzida através de uma alteração ao Orçamento do Estado para 2017] não tinha escapatória", sustentou.

Houve, inclusive, uma repetição da votação da lei na Assembleia da República na passada quinta-feira -- um procedimento pouco habitual --, e "os três partidos que a tinham aprovado mantiveram a sua votação", numa jogada que Marques Mendes classificou como "xeque-mate".

"António Domingues considerou que esta era uma lei 'ad hominem' [aprovada especificamente para esta situação, para o obrigar a tornar pública a sua declaração de rendimentos] e ficou ofendido com a sua aprovação", observou.

Marques Mendes expressou o desejo de que "este seja o fim desta novela e que o assunto se resolva com rapidez, porque a Caixa anda há quase um ano a ser falada".

O comentador televisivo frisou ainda que toda esta polémica "não vai afectar de forma nenhuma a recapitalização da Caixa, que irá por diante independentemente da equipa" que a executa.



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comentários mais recentes
Anónimo Há 1 semana

Este caso provou que é uma profunda perda de tempo estar a ouvir este senhor no domingo à noite. Eu sei , eu estou informado do que eu recolhi e depois é tudo ao contrário... este e o totó que queria acabar com o a RTP o Morais Sarmento bem que podem ir trabalhar para a reforma...

Não há ninguém insubstituivel Há 1 semana

PAULO MACEDO para presidente do Conselho de Administração da CGD

QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME ! Há 1 semana

Tudo aponta para que este indivíduo, ANTÓNIO DOMINGUES, deva ser investigado pelas autoridades fiscais, visto que há sérios indícios de que o dito possa estar a fugir ao fisco e em alta escala.
Não foi por acaso que ele se recusou a entregar a declaração dos rendimentos, a ponto de se demitir

EM PORTUGAL, NÃO HÁ CIDADÃOS DE 1ª. E DE 2ª. Há 1 semana

ESTE BANQUEIRO TEM DE METER NA SUA CABEÇA, DE MODO BEM VISÍVEL, QUE A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA NÂO CONTEMPLA, EM NENHUM DOS SEUS ARTIGOS, A EXISTÊNCIA DE CIDADÃOS DE 1ª. e DE 2ª., PELO ESTE SENHOR TINHA (TEM) A ESTRITA OBRIGAÇÃO DE ENTREGAR TAMBÉM A DECLARAÇÃO COM OS SEUS RENDIMENTOS.

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