Empresas Martifer negoceia mais 65 milhões com a Douro Azul

Martifer negoceia mais 65 milhões com a Douro Azul

O grupo Martifer, que já facturou cerca de 100 milhões de euros com a construção dos últimos oito navios-hotel da Douro Azul, está a negociar a adjudicação de mais três embarcações para a empresa de Mário Ferreira, que podem representar receitas adicionais de 65 milhões.
Rui Neves 16 de março de 2017 às 19:01

Não um, não dois, mas três navios-hotel. Afinal, a Douro Azul está já em processo de negociações com a West Sea, do grupo Martifer, para a construção, nos estaleiros navais de Viana do Castelo, de mais duas embarcações para o rio Douro, num investimento da ordem dos 25 milhões de euros, a que acresce aquele que será o primeiro navio oceânico Explorer da maior operadora portuguesa de cruzeiros fluviais.

 

"Ainda não temos fechado o orçamento do Explorer, mas deverá rondar os 40 milhões de euros", adiantou Mário Ferreira, em declarações ao Negócios. Este navio irá operar cruzeiros de expedição na Antárctida, Cuba, África, Índia e estreito de Magalhães, devendo estar pronto no Verão de 2018.

 

O grupo Martifer construiu os últimos oito navios-hotel da Douro Azul – os primeiros cinco na Navalria, os seus estaleiros navais situados em Aveiro, enquanto o Viking Osfrid, a navegar há um ano, e os Douro Elegance e Serenity, que serão inaugurados no próximo dia 25, foram erguidos nos estaleiros de Viana do Castelo, infra-estrutura subconcessionada à West Sea, que faz parte do universo Martifer.

 

Pelas contas do Negócios, as oito embarcações construídas para a Douro Azul geraram uma facturação da ordem dos 100 milhões de euros para o grupo liderado pelos irmãos Carlos e Jorge Martins. Agora está próximo de ganhar a adjudicação de mais três navios-hotel para o mesmo cliente, o que poderá gerar receitas adicionais calculadas em 65 milhões de euros.

 

"Estamos a negociar a construção destes navios com a West Sea", confirmou Mário Ferreira, que, há uma semana, ao Negócios, tinha apenas revelado a encomenda de um navio-hotel, a entrar em operação no Verão do próximo ano, que ficará ao serviço do grupo internacional Riviera – com um contrato de cinco anos com a Douro Azul, representando uma facturação garantida de quatro milhões de euros por ano.

 

Já o outro navio-hotel para o Douro será ocupado em exclusivo pela operadora internacional de cruzeiros fluviais AmaWaterways, que já tem no Douro uma embarcação ao seu serviço – o AmaVida, desde Março de 2013.

 

"O novo navio para a AmaWaterways, para entrar em operação na Primavera de 2019, será uma réplica do AmaVida", detalhou Mário Ferreira. Também neste caso, o contrato é válido por cinco anos e deverá gerar vendas anuais de quatro milhões de euros para a Douro Azul.

 

Joss Stone e Sara Sampaio embelezam Elegance e Serenity

 

Depois de, em Março de 2013, ter trazido até ao Porto as actrizes Sharon Stone e Andie MacDowell para fazerem o baptismo do Queen Isabel e do AmaVida, Mário Ferreira voltou a investir em estrelas internacionais para baptizar os seus dois novos navios, no próximo dia 25.

 

A cantora britânica Joss Stone e a portuguesa Sara Sampaio, modelo portuguesa da Vitoria’s Secret, foram as escolhas do dono da Douro Azul para madrinhas do Douro Elegance e do Douro Serenity, respectivamente, que já estão atracados no cais de Gaia.

 

No final da cerimónia de inauguração das duas embarcações, Joss Stone dará um concerto privado de uma hora para as cerca de cinco centenas de convidados.

 

Através de um contrato firmado com a Douro Azul por cinco anos, o Douro Serenity irá operar cruzeiros das operadoras internacionais Vantage e Always  – "metade do navio, da Vantage, é para norte-americanos, e a outra metade é para turistas do Benelux, pois a Always vende na Bélgica e na Holanda", detalhou Ferreira.

 

O Elegance e o Serenity "irão criar entre 70 e 80 postos de trabalho directos" e aumentar o volume de exportações do grupo português "em mais oito milhões de euros por ano".

 

Com a compra da operadora alemã Nicko, que tem duas dúzias de navios espalhados pelo mundo, o grupo de Mário Ferreira praticamente triplicou a facturação de 37 milhões de euros, em 2015, para 105 milhões no ano passado. 




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