Empresas Martifer só emprega nos estaleiros de Viana 250 dos 400 prometidos há três anos

Martifer só emprega nos estaleiros de Viana 250 dos 400 prometidos há três anos

Dos 588 trabalhadores dos antigos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) que requereram subsídio de desemprego, 273 estão a trabalhar, dos quais 162 na West Sea. A subconcessionária da Martifer emprega 250 dos 400 trabalhadores que no início de 2014 tinha prometido contratar.
Martifer só emprega nos estaleiros de Viana 250 dos 400 prometidos há três anos
O Estado assinou a 10 de Janeiro de 2014 o contrato de subconcessão dos terrenos, infra-estruturas e equipamentos dos estaleiros navais de Viana do Castelo à West Sea, participada do grupo Martifer.
Rui Neves 09 de dezembro de 2016 às 15:31

"A nossa intenção é começar a recrutar pessoas logo após a assinatura do contrato de subconcessão – cerca de 400 ao longo de 2014, maioritariamente entre as que hoje trabalham nos estaleiros", garantia, em entrevista ao Negócios, Carlos Martins, presidente do grupo Martifer, a 10 de Janeiro de 2014, dia da assinatura do contrato de subconcessão dos terrenos, infra-estruturas e equipamentos dos estaleiros navais de Viana do Castelo (ENVC).

Passados quase três anos, a subconcessionária West Sea cumpriu apenas 62% da promessa em termos de criação de emprego.

"A West Sea, na sua constituição em 2 de Janeiro de 2014, admitiu 281 trabalhadores (186 dos quais haviam sido trabalhadores dos ENVC). Actualmente a West Sea conta com um total de 250 trabalhadores", informa o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, numa resposta enviada por escrito ao grupo parlamentar do Bloco de Esquerda.

Uma resposta às perguntas deste partido, que quis saber se o Governo tinha conhecimento de "quantos postos de trabalho foram criados pela West Sea e quantos foram ocupados pelos ex-trabalhadores dos ENVC", assim como "em que ponto está o cumprimento dos compromissos quando da privatização dos ENVC".

Na resposta do ministério tutelado por Vieira da Silva, refere-se que "requereram prestações de desemprego 588 trabalhadores cujo contrato cessou com os ENVC", dos quais, "actualmente, 273 estão a trabalhar (162 dos quais na empresa West Sea), 25 entraram em situação de reforma e 290 mantêm-se a receber prestações de desemprego".

Depois de passar em revista a situação dos ex-trabalhadores dos ENVC inactivos – "os cerca de 250 que puderam ou vão passar à reforma, "mas com penalizações significativas"; os cerca de 100 "que não poderão sequer aceder a qualquer tipo de reforma antecipada, mesmo tendo carreiras contributivas longas"; e os "cerca de 180 trabalhadores" para os quais "o subsídio de desemprego já cessou e encontram-se ainda sem qualquer alternativa em termos de trabalho", o Bloco de Esquerda reivindica do Governo uma intervenção para alterar, em benefício dos destinatários, as condições de acesso à reforma antecipada daqueles ex-trabalhadores dos ENVC.

Na resposta, o Governo nada prometeu. "Os trabalhadores em apreço têm sido informados, por via da delegação de representantes dos trabalhadores e dos serviços da segurança social, sobre os mecanismos de protecção existentes no quadro legal vigente, quando do termo da concessão de prestações de desemprego", afirma o ministério, concluindo que "os serviços da Segurança Social estão naturalmente disponíveis para os esclarecimentos e apoios necessários a estes trabalhadores e suas famílias".

Até Setembro passado, a West Sea tinha construído dois navios e reparado 80 embarcações, tendo mais cinco em fabrico. O volume de negócios previsto para este ano é de cerca de 40 milhões de euros.  




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Mas querem voltar aos antigamente?Emprego sem trab 10.12.2016

Mas o homem "garantiu" a INTENCAO de "comecar a recrutar" ou garantiu que recrutaria?
Ora se essa intencao nao se confirmou na totalidade, ficou-se ate agora por recrutar cerca de dois tercos o q e' q aconteceu para q tal nao tivesse acontecido?

Anónimo 09.12.2016

Pois... num dos vídeos do jornal negócios informa que tinham 82.000€/dia prejuízos. Isto representa mais de 4000 salários mínimos nacionais mensais que infelizmente nem todos oportunidade de ter...

Anónimo 09.12.2016

Quanto é que o estado, melhor, todos os nós, deixamos de pagar de prejuízos que haveria na continuidade dos ENVC ?

Anónimo 09.12.2016

Foi o govº dos Pafs q tudo queria vender. Se lá continuam estaria-mos s nada . Q ganhou dinheiro c o negócio? Há q diga aqui q devia haver u auditoria e acho q isso devia acontecer. O Mtº q fez o negócio devia responder p bom negócio q fez. Onde está o dinhº das vendas de t o q venderam? lADRÕES

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