Banca & Finanças Máximo dos Santos avisa que soluções para malparado “não são miraculosas”

Máximo dos Santos avisa que soluções para malparado “não são miraculosas”

O administrador do BdP, candidato a vice-governador, avança que os esforços para retirar o peso do malparado dos bancos tentam evitar danos para as finanças públicas.
Máximo dos Santos avisa que soluções para malparado “não são miraculosas”
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 27 de junho de 2017 às 17:10

O administrador do Banco de Portugal, Luís Máximo dos Santos, avisa que as soluções que venham a ser encontradas para tratar do excesso de peso dos créditos malparados nos bancos nacionais não tirarão todo o problema de cima da mesa.

 

"A questão dos NPL [‘non performing loans’, crédito malparado] é uma questão que o banco tem estado a acompanhar na sua actividade, no sentido de alcançar soluções, que não são miraculosas", afirmou Máximo dos Santos, na sua audição na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, onde está a ser ouvido pelos deputados na audição obrigatória para que possa chegar a vice-governador do Banco de Portugal.

 

Neste momento, Máximo dos Santos é já administrador do regulador e, nesse cargo, confirma que a solução para o malparado português está já a ser trabalhada, de forma "muito participada entre o Banco de Portugal e as instituições financeiras, "para evitar que se incorra num regime incompatível com as ajudas do Estado, para evitar que haja danos para as finanças públicas, no sentido de encontrar uma solução desse género".

 

De qualquer forma, o antigo presidente das comissões liquidatárias do BPP e do BES reforça a ideia de que este não é um problema nacional, mas sim europeu. "É um problema que está mais disseminado na Europa, mais do que às vezes se quer fazer querer", ainda que admita que há países em que este problema é mais grave. Máximo dos Santos deu o exemplo do presidente da Autoridade Bancária Europeia (EBA), Andrea Enria, que também referiu que "poderia haver uma solução no contexto europeu". 

 

Neste momento, está em cima da mesa uma gestão centralizada nos grandes créditos às mesmas empresas concedidos pelos bancos portugueses, e já não a criação de um veículo para agregar todos esses financiamentos. 




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