Web Summit Mea culpa de Silicon Valey: “há que resolver os problemas menos sexy” dos EUA

Mea culpa de Silicon Valey: “há que resolver os problemas menos sexy” dos EUA

“Muitas pessoas” do universo tecnológico dos EUA “estão assustadas” com a eleição de Donald Trump, reconheceu Shiza Shaid, co-fundadora do fundo da prémio Nobel Malala Yousafzai, em Lisboa.
Mea culpa de Silicon Valey: “há que resolver os problemas menos sexy” dos EUA
Miguel Baltazar
Isabel Aveiro 10 de novembro de 2016 às 22:08

"Muito do ambiente tecnológico [dos EUA] apoiou os democratas" e "acho que muitas pessoas estão assustadas" com a eleição do republicano Donald Trump como presidente dos EUA para os próximos quatro anos, afirmou esta quinta-feira, no Web Summit, Shiza Shahid.

Shahid é fundadora da Now Ventures e, juntamente com Malala Yousafzai (prémio Nobel da Paz em 2014) e o seu pai, foi co-fundadora e primeira CEO do Fundo Malala. Esta quinta-feira, 10 de Novembro, esteve no Web Summit para, com o primeiro ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, falar sobre "sociedades digitais".

À plateia do palco "Future Societies", Shiza Shaid explicou ainda de onde vem a preocupação adicional do meio tecnológico sobre a futura era Trump: "os imigrantes [dos EUA] são o sangue que circula no contexto tecnológico".

A empreendedora nasceu no Paquistão e mudou-se para os EUA aos 18 anos, para estudar na Stanford University, de onde saiu para ir trabalhar na Califórnia e mais tarde no Dubai.

Mas a oradora, com 26 anos, reconheceu que os resultados presidenciais têm várias ilações a tirar para o futuro. "Uma parte da sociedade [dos EUA] não consegue avançar sem a outra", e muitos "millenials urbanos de classe média", no ambiente que gravita entre Silicon Valey e São Francisco, dedicaram-se mais nos últimos anos em desenvolver aplicações para satisfazer as suas necessidades, como "ir entregar a casa tacos para o jantar".

Mas, acrescentou, "há que resolver problemas menos sexy" com que se deparam diariamente, por exemplo, os agricultores do país, defendeu. E o resto da população que não se enquadra no perfil tecnológico típico.


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