Telecomunicações Media Capital: Altice não" imagina por um segundo que haja agenda política"

Media Capital: Altice não" imagina por um segundo que haja agenda política"

Michel Combes, CEO da Altice não “tem dúvidas” que a compra da Media Capital vai ter “um desfecho positivo”. E não imagina “por um segundo que haja uma agenda política”, por parte da Autoridade da Concorrência.
Media Capital: Altice não" imagina por um segundo que haja agenda política"
Miguel Baltazar/Negócios
Sara Ribeiro 02 de novembro de 2017 às 21:00
O presidente executivo da Altice, Michel Combes, não "tem dúvidas " que a compra da Media Capital vai ter "um desfecho positivo". Durante uma conferência telefónica, no âmbito da apresentação dos resultados do terceiro trimestre, o responsável voltou a sublinhar que o grupo está optimista com o processo e que "respeitam" os reguladores.

Questionado sobre se temem algum impacto devido ao caso ter alcançado contornos políticos, Michel Combes avançou que não conseguia responder à pergunta, até porque, "[o processo] está nas mãos do regulador. Respeitamos muito o regulador, tem a sua agenda, e não imagino por um segundo que haja uma agenda política, mas uma agenda regulatória. Terão o tempo que eles precisam para vir com a resposta", acrescentou.

No entanto, não tem "dúvidas que será um resultado positivo, é uma oportunidade para o mercado de media ao nível de emprego, inovação e pluralismo - numa altura em que o sector de media enfrenta aumento de pressão de concorrentes globais online", sustentou.

Confrontado com a hipótese de um dos remédios impostos pela Autoridade da Concorrência passar pela venda de activos, Michel Combes comentou que "discutirão com o regulador as questões em cima da mesa. Como podem ver estamos muito abertos e estamos muito interessados em garantir que a Media Capital esteja numa posição para se desenvolver e ser mais forte do que era no passado", conclui.

Depois do parecer da ERC ter sido inconclusivo, por não ter reunido consenso, a compra da Media Capital passou para as mãos da Autoridade da Concorrência, que está a analisar o processo.

A Meo fechou o terceiro trimestre do ano com receitas de 566,2 milhões de euros, uma queda de 3,1% face ao período homólogo. Uma performance justificada pela redução das receitas do tráfego internacional e pela queda da receita única por cliente.

No segmento fixo a Meo registou um aumento de 35 mil clientes através da rede de fibra óptica no período em análise, contando no final de Setembro com um total de 577 mil subscritores. No móvel, a Meo fechou o mês de Setembro com 6,5 milhões de clientes, uma queda de 4,8% , com a receita média por clientes a cair de 7,1 euros para 6,3 euros



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