Banca & Finanças Melhorias no Novo Banco levam DBRS a alterar tendência para positiva  

Melhorias no Novo Banco levam DBRS a alterar tendência para positiva  

A agência de "rating" canadiana manteve a notação financeira no oitavo nível de "lixo", mas assinala melhorias no banco liderado por António Ramalho.
Melhorias no Novo Banco levam DBRS a alterar tendência para positiva  
Raquel Wise/Sábado
Nuno Carregueiro 20 de Dezembro de 2016 às 19:09

A DBRS reiterou o "rating" de longo prazo da dívida sénior e depósitos do Novo Banco, em CCC, tendo melhorado a tendência de "negativa" para "estável".

 

Apesar de ter mantido a notação financeira do banco no oitavo nível de lixo, a agência canadiana salienta que "alguns dos riscos que o banco enfrenta foram reduzidos", o que justifica a melhoria na tendência.

 

Entre as melhorias assinaladas está o facto do BES estar em fase de liquidação, bem como a "melhoria da confiança dos investidores" no Novo Banco, que deverá ser reforçada quando a venda do banco for concluída. 

 

"Tal deverá ocorrer em Janeiro de 2017", diz a DBRS, acrescentando que a melhoria da tendência reflecte também "o bom progresso do banco no que diz respeito à implementação do plano de reestruturação".

 

Como factores negativos, que justificam o baixo nível do "rating", a DBRS cita o desafio do banco regressar de forma sustentada aos lucros devido ao ambiente de baixas taxas de juro, fraca recuperação da economia portuguesa e exigências dos reguladores.

 

Salienta também que o financiamento e liquidez do Novo Banco permanecem vulneráveis à confiança dos investidores, "apesar da melhoria registada no último ano".

 

"Em particular, a DBRS nota que o banco conseguiu recentemente recuperar o acesso a determinadas fontes de financiamento", refere a nota da DBRS, salientando que o banco está a perder depósitos de empresas, mas a ganhar no retalho.

 

Quanto à qualidade dos activos, "permanece fraca", embora a DBRS saliente que o ritmo de deterioração abrandou. No que diz respeito aos resultados, a agência salienta que o banco continua a apresentar prejuízos (359 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano), embora os primeiros efeitos do plano de reestruturação sejam visíveis na redução de custos.




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