Banca & Finanças Membro do BCE defende que maior descida dos juros "implicaria aumento dos riscos"

Membro do BCE defende que maior descida dos juros "implicaria aumento dos riscos"

Yves Mersch, membro da comissão executiva do Banco Central Europeu, defende que "há um limite para o quão baixo os juros podem ir" e que quanto mais tempo permanecerem baixos, mais pronunciados os efeitos colaterais negativos.
Membro do BCE defende que maior descida dos juros "implicaria aumento dos riscos"
Rita Faria 04 de Outubro de 2016 às 08:24

Yves Mersch, membro da comissão executiva do Banco Central Europeu (BCE), avisa que um corte ainda maior dos juros na Zona Euro "implicaria um aumento dos riscos", na medida em que os custos para a indústria bancária poderiam começar a superar os benefícios.

"Há um limite para o quão baixo os juros podem ir. Quanto mais tempo permanecerem baixos, mais pronunciados se tornarão os efeitos colaterais", afirmou Mersch (na foto) no Luxemburgo, citado pela Bloomberg.

O responsável do BCE referiu ainda que a taxa de depósitos, actualmente em -0,4%, "é meio negativa", e que ele evitaria entrar em território "amplamente negativo".

Numa altura em que o maior banco da Europa, o Deutsche Bank, continua a gerar preocupações no mercado, Mersch sublinha que a "perda de confiança no sector financeiro pode afectar o crédito e a economia em geral".

O índice que reúne os mais importantes bancos da Europa já perdeu mais de 23% este ano, uma descida quase quatro vezes superior à do Stoxx600, o índice de referência para a Europa.

"A perspectiva negativa para a banca pesa sobre o preço das acções dos bancos, elevando assim o seu custo de capital e, em última análise, diminuindo o retorno líquido sobre o crédito", explicou. "Isto pode levar os bancos a tornarem-se mais conservadores no crédito concedido às empresas e famílias da Zona Euro".

No discurso realizado esta segunda-feira, Yves Mersch sublinhou ainda que os bancos que não conseguem suportar tensões temporárias sobre os seus rendimentos podem ter dúvidas maiores para responder sobre a sua viabilidade futura como empresas.

"É preciso perguntar se um banco que não consegue resistir a tensões durante alguns anos ainda tem um modelo de negócio suficientemente robusto para permanecer no mercado", concluiu.

As palavras de Mersch surgem uma semana depois de o presidente do BCE, Mario Draghi ter dado uma mensagem bem clara aos bancos europeus que se queixam da política monetária: resolvam os vossos problemas e deixem de criticar o banco central.

 

"Muitos bancos têm problemas que não têm necessariamente que ver com o baixo nível das taxas de juro, mas possivelmente por outras razões, afirmou Mario Draghi depois de uma reunião à porta fechada com deputados alemães.

 




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2 - Os BURROS: que ajudam os anteriores a roubar o povo, em nome da ideologia.

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