Empresas Mercado internacional pesa 66% na carteira da Soares da Costa

Mercado internacional pesa 66% na carteira da Soares da Costa

A Soares da Costa viu reduzir o peso da actividade em Portugal de 43% para 38% do volume de negócios do grupo em 2011, tendo os mercados internacionais onde está presente passado de a representar 62%.
Maria João Babo 23 de Abril de 2012 às 12:55
Em Portugal o volume de negócios do grupo recuou de 380 milhões de euros em 2010 para 330 milhões em 2011, enquanto no exterior aumentou de 513 para 545 milhões de euros, referiu o CEO do grupo, António Castro Henriques, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do ano passado.

Fora de Portugal, as maiores taxas de crescimento foram registadas nos EUA e em Moçambique, de 45% e 110%, respectivamente.

O mercado internacional representava também 66% da carteira de encomendas da Soares da Costa no final do ano, que totalizava 1.405 milhões de euros.

De acordo com Castro Henriques, excluindo o contrato da ligação de alta velocidade entre Poceirão e Caia, a que o Tribunal de Contas recusou conceder visto, e que representava para a carteira 209 milhões em trabalhos de construção, o peso do exterior na carteira de encomendas do grupo seria de 77%.

No primeiro trimestre deste ano, a evolução da carteira de encomendas da Soares da Costa manteve a mesma tendência, tendo sido adjudicadas grupo obras no valor de 199 milhões de euros, dos quais 95% fora de Portugal. No mercado doméstico, foram adjudicados nos primeiros três meses deste ano ao grupo obras no valor de 13 milhões de euros.


O Brasil, onde o grupo entrou no ano passado, representou já cerca de 1% do volume de negócios e é, segundo Castro Henriques, uma aposta estratégica da Soares da Costa, tendo em contas os indicadores de crescimento e rendibilidade. A construtora ganhou uma nova obra no país, na fábrica de Cezarina da Cimpor.


Uma aquisição neste mercado não é, segundo disse, uma prioridade a curto prazo.

Relativamente a outras geografias não core, o CEO da Soares da Costa adiantou que foi já tomada uma decisão de desmobilizar estruturas em áreas geográficas como África Ocidental e Norte de África.

Já no Sultanato de Omã, onde a Soares da Costa ganhou já este ano uma obra, Castro Henriques admitiu que neste mercado o grupo pode vir a ter uma presença mais duradoura.




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