Automóvel Merkel ataca fabricantes automóveis no arranque da campanha eleitoral

Merkel ataca fabricantes automóveis no arranque da campanha eleitoral

Ainda no rescaldo das decisões da cimeira do diesel e quase dois anos volvidos sobre o escândalo da manipulação de emissões pela Volkswagen, a chanceler alemã diz que os fabricantes desperdiçaram a confiança dos consumidores.
Merkel ataca fabricantes automóveis no arranque da campanha eleitoral
Reuters
Paulo Zacarias Gomes 12 de agosto de 2017 às 15:29
A chanceler alemã apontou o dedo aos responsáveis pela indústria automóvel, acusando-os de terem desperdiçado um capital de confiança junto dos consumidores, uma relação deteriorada que só os fabricantes do sector poderão recuperar.

Este sábado, no arranque da campanha para as eleições de Setembro em que é recandidata a liderar o Executivo germânico, Angela Merkel frisou a necessidade de o maior sector exportador do país inovar para manter os 800 mil empregos assegurados pela área automóvel.

"Largas franjas da indústria automóvel jogaram fora incríveis níveis  de confiança. (...) Só a indústria automóvel pode recuperar essa confiança. E quando me refiro à 'indústria', refiro-me aos líderes das empresas," disse Merkel este sábado num comício em Dortmund, citada pela Reuters.

Declarações feitas na semana seguinte à realização, na Alemanha, da "cimeira do Diesel", onde as principais empresas do sector automóvel acertaram um plano para reduzir o impacto ambiental das viaturas a gasóleo no país, com incentivos à troca por carros mais eficientes, alterações no software de 5,3 milhões de carros para reduzir emissões e medidas que venham a evitar a proibição de circulação de viaturas diesel nos centros das grandes cidades pelo seu potencial poluidor.

Na Alemanha, o grupo Volkswagen oferece até 10 mil euros de incentivos à troca, na compra de uma nova viatura mais eficiente. Esta semana a SIVA, importadora das marcas do grupo Volkswagen, admitiu estar a estudar a introdução de um mecanismo semelhante em Portugal.

Medidas que chegam a pouco tempo de se cumprirem dois anos depois de ter rebentado o escândalo da manipulação de emissões de gases nocivos, afectando sobretudo aquele grupo, que além de compensações aos clientes teve de pagar multas para evitar o avanço de processos judiciais.

Merkel, no cargo desde 2005, continua à frente nas sondagens contra o seu mais directo adversário, Martin Schulz, candidato do SPD, na corrida para um eventual quarto mandato. Até às eleições de 24 de Setembro, está previsto que a chanceler esteja presente em 50 comícios.



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comentários mais recentes
Anónimo 13.08.2017

jogada de antecipação..antes k fosse acusada de defender o acordo de paris (cuja propaganda de salvar o clima é anedótica) sem criticar as batotas dos automóveis..nos EUA principalmente...ah e depois a culpa é do trump......estes media são um fartote de rir

General Ciresp 12.08.2017

Nem mais.A empresa automovel fez a borrada,a empresa automovel q trate de resolver.Acabei a 1 semana atraz de regressar de ferias e vi o estado do sector automovel q roda na estrada em portugal,mete MEDO:ele nao e 1 marca,ele nao e um ou 2 carros,ele e generalizado.Aqui e q faz falta uma boa ASAE.

A pergunta é pertinente e lógica. Que fez Merkel 12.08.2017

perante tal escândalo ? porquê só agora? Merkel não agiu e vem agora corar sobre leite derramado.

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