Empresas Metade das empresas públicas não comunica salários dos gestores

Metade das empresas públicas não comunica salários dos gestores

A Soflusa, a Transtejo e a NAV estão entre as empresas do sector empresarial do Estado que falharam o envio dos relatórios de governo à unidade técnica que funciona junto do Ministério das Finanças, escreve o CM.
Metade das empresas públicas não comunica salários dos gestores
Negócios 20 de novembro de 2017 às 09:36

De um universo de 226 empresas públicas, 118 ainda não enviaram os relatórios de governo relativos a 2016 à Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Sector Público Empresarial (UTAM), onde, entre outras, consta a informação sobre os salários, despesas de representação e outros benefícios pagos aos membros dos conselhos de administração.

 

Segundo noticia o CM esta segunda-feira, 20 de Novembro, entre os organismos do sector empresarial do Estado que ainda não cumpriram com esta norma de envio do relatório, prevista desde 2013, estão a Soflusa, a Transtejo, a Otlis (Operadora de Transportes da Região de Lisboa), a AICEP Global Parques e a Navegação Aérea de Portugal (NAV).

 

Por outro lado, a Infraestruturas de Portugal, os IPO do Porto e de Lisboa e a Caixa Geral de Depósitos estão entre os organismos públicos que enviaram os relatórios a esta unidade técnica do Ministério das Finanças. Aliás, o presidente do banco público é uma das excepções ao tecto máximo salarial de cerca de oito mil euros mensais para os gestores de topo nas empresas pública.

 

O salário que o Governo decidiu atribuir ao novo líder da Caixa, atribuindo-lhe a mesma remuneração que tinha negociado com o antecessor, António Domingues, gerou muita polémica em Dezembro do ano passado. Os partidos à esquerda do PS e o próprio Presidente da República chegaram a contestar o salário mensal a rondar os 30 mil euros, num total de 423 mil euros por ano.

 

Em 2016, o sector empresarial do Estado registou prejuízos de cerca de 408 milhões de euros, ainda assim cinco milhões de euros acima do registado no ano anterior. As várias empresas de transportes e a Parpública foram as que mais penalizaram os resultados globais destas entidades públicas, que nesse período baixaram o endividamento em 4%, para 31,4 mil milhões de euros.




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Agricultor Há 3 semanas

Eles que venham para o campo para ver a desgraça. Já não ganho para comer e com esta seca ainda tenho de ir engraxar os sapatos dos ditos gestores que vivem como donos disto tudo. Nem no tempo da ditadura haviam tantos chulos.

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